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9º Congresso
Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas
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ACTAS |
Sessão Inaugural
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Conferência Plenária
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Tema 1 - Cidadania e Acesso à
Informação |
Tema 2 - Bibliotecas e Arquivos:
Recursos para o Desenvolvimento e a Inovação
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Tema 3 - Informação em Rede:
Tecnologias, Serviços e Utilizadores
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Tema 4 - Profissionais da Informação:
Educação, Ética e Intervenção Social
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Painéis
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Posters
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Conclusões
COMPRAR O CD-ROM

SESSÃO
INAUGURAL
Luiz
Fagundes Duarte -
Os palácios
da memória

CONFERÊNCIA PLENÁRIA
Chris
Batt -
The 21st century public library

Tema 1 - Cidadania
e Acesso à Informação
Paula Sequeiros -
Ler as bibliotecas
públicas portuguesas e os leitores adolescentes da Internet: contributos
informados pelas Ciências Sociais e pelas Humanidades para o seu
conhecimento e compreensão

Nos anos mais recentes os saberes e as
experiências associados tanto às Tecnologias da Informação como à Gestão
têm permeado a formação e as práticas dos profissionais de bibliotecas.
Contudo, os contributos das Ciências Sociais e das Humanidades não se têm
feito aí sentir com a mesma acuidade. O que tem contribuído, no meu
entender, para dificuldades de compreensão e de intervenção junto dos
leitores e dos poderes institucionais e, sobretudo, para o empobrecimento
da discussão do delineamento de políticas bibliotecárias. Foco em
particular as leituras de adolescentes pelo peso desta faixa etária nas
bibliotecas portuguesas e pelo uso intensivo que fazem da Internet. Tendo
a importância dum serviço público de leitura como pano de fundo, pretendo
contribuir com uma revisão de literatura, fundamentada pelas Ciências
Sociais e as Humanidades, que entendo ser profícua na construção do que
são as novas leituras, do que são e do que podem ser as bibliotecas
públicas e os seus leitores.
Cláudia
Brites,
Vera Silva -
A intervenção
social da biblioteca na comunidade: qualificação individual e crescimento
colectivo

As bibliotecas desempenham um papel relevante
para a qualificação das pessoas, afirmação e exercício da cidadania ao
providenciar-lhes acessibilidade a recursos informativos, culturais e
tecnológicos. Garantir a democratização ao seu acesso, promover a inclusão
social e a valorização da comunidade são pressupostos em que assentam a
visão, missão e objectivos da Biblioteca Municipal do Seixal.
Nesta comunicação pretende-se apresentar alguns projectos recentes que,
estrategicamente, têm por finalidade contribuir para a materialização dos
pressupostos do nosso trabalho que, enquanto práticas que desenvolvemos,
gostaríamos de partilhar e discutir.
Mary Ferreira -
Informação e desigualdade social:
desafios para pensar as bibliotecas públicas no Estado Democrático

Estudo objectiva compreender quais os factores que levam o Estado do
Maranhão a situação de extrema pobreza. A hipótese do pouco investimento na
área de cultura e em especial a inexistência de uma política de informação e
leitura contribui para acentuar o problema. Esses são alguns pontos
discutidos nesse estudo construído a partir de pesquisa de campo e
documental que ora se encontra em andamento.
Filipe Leal
-
Bibliotecas Municipais de Oeiras: espaços de
conhecimento e cultura

Partindo da definição de uma visão estratégica, que assume as Bibliotecas
Municipais de Oeiras como espaços de cultura e conhecimento ao serviço de
todos os munícipes, é traçado o quadro da situação actual e perspectivado um
cenário de desenvolvimento para os próximos cinco anos.
É colocada uma tónica especial na ideia estruturante de que as bibliotecas
públicas devem estar totalmente centradas nas pessoas: por um lado, nos
leitores, que são a sua razão de ser e de existir; por outro lado, nos
técnicos, que são a sua forma de estar e de fazer. É na interacção entre uns
e outros que se constrói o presente e se perspectiva o futuro.
Ana Paula
Jardim -
Lugares da leitura: o público adulto
nos projectos das BMO

A presente comunicação tem como principal objectivo reflectir
sobre os conceitos de leitura e literacia, tendo sempre como horizonte de
reflexão, não só o enquadramento teórico e conceptual, mas também a
componente prática mais relacionada com o planeamento, concepção e execução
de projectos de promoção da leitura para o público adulto.
Recuperando o olhar de autores contemporâneos sobre a leitura, procurar-se-á
perceber de que forma é que o espaço lúdico, cultural e físico da Biblioteca
Pública sobrevive perante a emergência deste novo território forjado e
ditado pela realidade da globalização cultural cujos modelos de leitura
impostos são completamente diferentes.
Actualmente, o processo de aquisição e consolidação de competências
linguísticas, cognitivas e informativas não se reduz às ferramentas
tradicionais da leitura. O livro, enquanto suporte privilegiado do
pensamento e da difusão cultural humanista, deixou de ser o único
protagonista deste processo. Por esta razão, o discurso contemporâneo sobre
a leitura alargou o âmbito da sua intervenção, postulando, assim, um triplo
objectivo: distrair, instruir e informar.
O trabalho das Bibliotecas Municipais de Oeiras tem, pois, apostado nestas
novas valências da literacia, desenvolvendo um trabalho continuado,
sistemático e articulado em torno da leitura, junto de todas as camadas da
população.
Pretende-se, assim, dar a conhecer e explanar alguns dos projectos de
promoção da leitura para adultos realizados entre 2003 e 2006, apresentando,
sumariamente, os objectivos, público-alvo, execução, reflexão crítica e
balanço: Dez Livros que Mudaram o Mundo; Café com Letras.
Simone R. de
Oliveira,
Ellys R. G. L. de Barros,
Andréa B. de Souza,
Celly Brito -
Gestão
de voluntários para construção de uma biblioteca

Esta pesquisa é um relato de experiência
produzida pelas bibliotecárias Ellys Regina Galindo Lima de Barros, Andréa
Batista de Souza e a estudante Celly Brito baseado numa campanha de ajudar a
organizar a Biblioteca do Porto Digital sendo destinado aos Bibliotecários e
estudantes de Biblioteconomia. O trabalho voluntário é uma das expressões
mais nobres dos seres humanos. O objetivo é instrumentalizar o voluntário
bibliotecário oferecendo possibilidade de ampliação do conhecimento de
Biblioteconomia e da dinâmica cultural implementada na Biblioteca, uma das
atividades principais do voluntário é a formação de novos leitores.
Considerando que o trabalho voluntário tem duração negociável e os
profissionais que têm oferecido sua disponibilidade alguns estão afastados
da profissão ou são estudantes de Biblioteconomia, os serviços oferecidos
são dirigidos à atualização das técnicas da Biblioteconomia bem como a
rotina da Biblioteca. O principal impacto social é a promoção do hábito da
leitura e a socialização dos jovens através de seu envolvimento em
atividades artísticas e lúdicas, sempre usando o livro como ferramenta de
trabalho. Estimular o hábito de leitura em crianças e jovens, despertando-as
para suas potencialidade, promovendo o reencontro com a sua cidadania
através de diversa técnicas. É uma ação cultural que considera o livro um
direito e a leitura um instrumento fundamental para o exercício pleno da
cidadania e acesso a outras atividades culturais.
Armando
Malheiro da Silva,
Viviana Fernández Marcial, Maria Fernanda Silva Martins -
A Literacia informacional
no Espaço Europeu de Ensino Superior: fundamentos e objectivos de um projecto
em várias fases

Esta comunicação toma como quadro de referência geral o Espaço Europeu de
Ensino Superior (EEES), cuja criação supôs uma transformação na aproximação
educativa de todos os países da União Europeia. Um modelo educacional novo
necessita de competências novas. As competências da informação constituem um
dos mais importantes requisitos de que precisa o estudante universitário da
sociedade da informação.
Importa, por isso, saber como esses estudantes universitários são preparados
no que respeita à capacidade e destrezas na busca, uso, articulação e
difusão da informação colhida e usada em diversos contextos com
predominância para o escolar. Para tanto, concebe-se um projecto de pesquisa
cuja finalidade principal é investigar os níveis das competências em
universidades portuguesas; estabelecer uma ligação entre a aprendizagem e a
aquisição de competências informacionais no Secundário e na Universidade; e
contribuir para a definição de uma estratégia que ajuste à universidade
portuguesa a um bom desempenho das competências e capacidade na busca e uso
da informação, no quadro da adaptação ao EEES e à sociedade da
informação/conhecimento.
Esse projecto de pesquisa foi submetido a apoio, por parte da Fundação de
Ciência para a Tecnologia, cujo resultado se aguarda, e, entretanto,
entende-se como oportuno aproveitar este ensejo para desenvolver o conceito
operatório de literacia informacional no campo da Ciência da Informação e
dentro desta na área de estudo sobre comportamento informacional, sendo
certo que esse conceito traz consigo outras disciplinas nomeadamente a
Educação e a Psicologia Cognitiva, com as quais se deve estabelecer, a
propósito da temática específica em foco, um diálogo fecundo.
Maria da Graça
Guilherme d’Almeida Sardinha - Literacia
em leitura – identidade e construção da cidadania

Nos tempos que correm ser ou não ser leitor implica, de imediato,
estabelecer relações com o conceito de literacia em leitura, cujo processo
perene e em permanente construção se alia a uma identidade sempre
imperfeita.
A leitura torna-se, deste modo, um projecto de vida de todo o ser humano,
podendo proporcionar uma educação integradora, sendo a escola chamada a
desempenhar um papel social e cívico capaz de formar cidadãos autónomos e
interventivos.
Em Portugal, a tomada de consciência acerca da problemática da literacia em
leitura ganha consistência com a divulgação dos resultados do Project for
International Student Assessment (Pisa).
Os fracos resultados dos
estudantes de 15 anos das escolas portuguesas, que revelaram não terem
competência para compreender e reflectir acerca do texto escrito, remetem
para a ausência da construção de sentido, o que pode fragilizar a nossa
cidadania.
Perante os desafios impostos por uma sociedade em mudança, têm os nossos
governantes tentado alertar para a urgência do ensino e motivação para a
leitura.
A prová-lo está o Plano Nacional de Leitura que assenta, fundamentalmente,
na defesa da Língua Portuguesa, uma aposta que se deseja capaz de formar
leitores competentes e críticos que tenham a capacidade de interagir
socialmente no mundo e com o mundo.
Mostrar a importância da leitura na construção da identidade individual e
colectiva e consequentemente na educação para a cidadania é o objectivo
principal desta comunicação.
Judite Gonçalves
de Freitas,
António Regedor -
Bibliotecas públicas e cidadania activa

Este estudo visa estabelecer uma relação entre a
missão atribuída às Bibliotecas Públicas pelo Manifesto da UNESCO e os
níveis de intervenção actualmente desenvolvidos pelas Bibliotecas da Rede
Nacional de Leitura Pública ao nível da educação e informação para a
cidadania (vulgo educação cívica).
O estudo procede, numa primeira parte, a uma sinopse das principais
valências da Biblioteca Pública no combate à iliteracia nas suas diferentes
formas, à exclusão e info-exclusão, assim como às responsabilidades que
geralmente lhe são atribuídas no self-learning e no life long
learning, ou em funções mais exigentes de transformar a informação em
conhecimento procurando dar resposta às necessidades da sociedade
pós-industrial (a que se convencionou chamar de Sociedade de Informação e do
Conhecimento).
Numa segunda parte, procede-se à análise dos resultados de um Inquérito que
lançámos a 142 unidades em funcionamento. Este questionário pretende fazer
uma avaliação do tipo de serviços e das acções habitualmente desenvolvidas
nas unidades com vista à promoção de competências para o exercício de uma
cidadania activa.
Maria José
Amândio -
Literacia de
informação nas Bibliotecas Municipais de Oeiras: uma abordagem ao Programa
Copérnico

À presente comunicação, desenvolvida no âmbito da aplicação do Programa
Copérnico na Rede de Bibliotecas Municipais de Oeiras (RBMO’s), preside como
objectivo desenvolver uma reflexão em torno da vertente formação e dos
serviços direccionados para a informação e educação de utilizadores nas
bibliotecas públicas, respectivas linhas de desenvolvimento gerais e
específicas e dinâmicas de funcionamento.
O estudo deste tema, em articulação
com uma abordagem teórica sobre literacia de informação, enquadramento nos
serviços transversais à biblioteca e possíveis relações com o conceito de
Web 2.0, prendeu-se, sobretudo, com a crescente consciencialização para
o papel educativo das bibliotecas públicas em Portugal enquanto organizações
valorizadoras de processos de aprendizagem ao longo da vida e como canais de
divulgação de ferramentas de apoio ao ensino e investigação.
A partir de uma breve revisão da literatura,
são apresentadas diversas abordagens que acompanham a evolução do conceito
de literacia de informação, definindo três áreas: uma relacionada com a
concepção da informação, ênfase nas tecnologias de informação e comunicação;
outra com a concepção do conhecimento, ênfase nos processos cognitivos, e
uma terceira com a concepção da inteligência, destaque na aprendizagem ao
longo da vida. A cada concepção correspondem, respectivamente, diferentes
níveis de actuação do bibliotecário: intermediário da informação, mediador
de conhecimento e mediador de aprendizagens.
Em seguida, pretende-se demonstrar como a RBMO’s incluiu as concepções de
desenvolvimento de competências de informação e aprendizagem ao longo da
vida na sua prática corrente, apresentando-se as experiências formativas e
educativas do Programa Copérnico, consubstanciadas nos projectos de
continuidade InfoLiteracia, Enigma, em recursos disponíveis na
Web e no evento Oeiras Internet Challenge.
Identificam-se requisitos e exigências verificadas no decurso da
implementação destes projectos, enumerando também alguns dos obstáculos
sentidos. Por fim, apresentam-se propostas de princípios orientadores
aplicáveis a programas de promoção de literacias de informação.
Cláudia Castelo
- Os arquivos como instrumento de controlo democrático

Portugal viveu durante 48 anos sob uma ditadura que suprimiu os direitos
políticos básicos dos cidadãos. Durante o período do Estado Novo, os
portugueses estiveram, de facto, arredados da escolha e da definição das
políticas públicas e do escrutínio da acção governativa. Depois da
instauração da Democracia e, sobretudo, após a adesão de Portugal à
Comunidade Económica Europeia (1986) surgiu a preocupação de estabelecer
mecanismos de controlo e de «public accountability» da acção dos
representantes eleitos para os órgãos de soberania, governos regionais e
autarquias locais. A obrigação de «prestar contas» à sociedade resulta do
princípio da responsabilidade e da autoridade partilhadas.
Porém, no dealbar do século XXI, verifica-se que no nosso país continua a
existir um enorme fosso entre os quadros legais, entretanto ‘europeizados’,
e as práticas concretas. Nesta comunicação discute-se o papel dos arquivos
(instituições e profissionais) no reforço dos mecanismos de fiscalização da
acção político-administrativa por parte da sociedade civil. Os arquivistas e
os arquivos públicos visam uma eficaz gestão da informação no seio das
organizações onde se inserem e/ou a salvaguarda e divulgação da memória
organizacional e social (no caso dos arquivos definitivos). O que está
subjacente a esta actividade é a prossecução do bem público, incluindo a
incumbência de contribuir para a construção duma memória histórica plural e
sustentada. Encontram-se ao serviço dos cidadãos e do bem comum e nunca ao
serviço de interesses particulares. Os arquivistas portugueses têm
reflectido pouco sobre estes aspectos da sua missão e ainda não se impuseram
como agentes pró-activos da imparcialidade e da transparência na
Administração Pública, numa perspectiva de reforço da democracia participada
e participativa. Para reflexão e debate, analisam-se alguns casos concretos
observados na Câmara Municipal de Lisboa. Propõem-se medidas para a assunção
de uma postura ética.
Fátima
Barros -
Arquivos históricos nos dias de hoje: aliciantes
desafios, múltiplos papéis

Partindo de questões como Que pretendemos nós que seja um arquivo histórico?
Que espera a sociedade de um arquivo histórico? ou Que espera a sociedade
actual de um arquivista? e tomando como apoio uma recente experiência de
gestão de um arquivo histórico – o Arquivo Regional da Madeira –
apresentamos uma reflexão em torno dos múltiplos desafios e novos papéis que
confrontam os arquivos históricos da actualidade.
Uma perspectiva social e cultural dos arquivos traz-nos à colação várias
dimensões para os arquivos da modernidade: identidade e salvaguarda de
memórias sociais, visão integrada dos arquivos, cidadania, qualidade, imagem
e marketing, novas tecnologias de informação e comunicação, formação e
investigação científica. Sobre tudo isto versa a presente comunicação.
Ana
Cannas -
Acesso à informação colonial: missão do AHU,
exigência de cidadania, dimensão de Estado

Há um
renovado interesse sobre os arquivos coloniais no domínio das Ciências
Humanas e da Arquivística e no âmbito de organizações como o Conselho
Internacional de Arquivos, a COLUSO ou o Fórum de Arquivos de Língua
Portuguesa. Tem-se reflectido não só sobre a sua natureza como acerca dos
procedimentos para melhorar a comunicação dos documentos e dos seus
conteúdos informativos, ou seja, para aumentar o acesso. O Arquivo Histórico
Ultramarino, em virtude do seu acervo interligado com o património do
Instituto de Investigação Científica Tropical, no qual se insere, tem uma
responsabilidade especial junto dos países da CPLP. A estratégia que o AHU
vem desenhando nesse sentido partiu das circunstâncias históricas, aqui
afloradas, incluindo os recursos e os procedimentos técnicos. Refere-se em
particular o caso dos arquivos dos serviços e órgãos do Ministério das
Colónias / do Ultramar. Reconstituem-se a dispersão ocorrida na sequência da
extinção do MU após o 25 de Abril de 1975 e as incorporações no AHU até
Junho de 2007. Alude-se aos instrumentos de descrição documental, à
experiência de informatização e às actividades paralelas de gestão do
espaço, tratamento de conservação e restauro numa óptica preventiva,
tratamento arquivístico com definição de prioridades e comunicação de
documentos e informações presencial e à distância, respondendo
frequentemente a obrigações legais e de soberania. Sublinham-se as
iniciativas no campo da difusão do AHU e do seu acervo e a determinação de
as reforçar, em especial ao nível do site do IICT-AHU. Conclui-se, apontando
caminhos de colaboração e de parceria para colmatar insuficiências e
desenvolver capacidades em resposta às exigências de comunicação ou acesso.
Maria José
Vitorino -
Agora, toda a gente vai à escola: bibliotecas
escolares, cidadania e desenvolvimento no século XXI

No início do séc. XXI, reflecte-se sobre a escola, generalizada, obrigatória
e “tendencialmente gratuita” das nossas sociedades e sobre o papel e o
futuro das BECRE (Bibliotecas Escolares Centros de Recursos Educativos). A
partir de documentos nacionais e internacionais, e da experiência da autora
nos últimos anos no âmbito da BAD-GTDIE (Grupo de Trabalho Documentação e
Informação Escolar), da RBE (Rede de Bibliotecas Escolares), do ENSIL (European
Network for School Libraries and Information Literacy) e o THEKA-Projecto
Gulbenkian de Formação de Professores para o Desenvolvimento de Bibliotecas
Escolares, apontam-se algumas propostas de trabalho para os profissionais de
Educação e de Informação, relacionados com as BECRE, e propostas de
intervenção junto de decisores públicos e privados.
Cláudia Brites,
Vera Silva -
Bibliotecas escolares: um projecto a (a)creditar

O conceito de Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares que se concretizou
no concelho do Seixal, e que se fundou numa prática já sedimentada, assenta
em princípios efectivos de pertença e cooperação. O SABE não é só um outro
serviço da unidade orgânica que é a Biblioteca Municipal. Todos os parceiros
(escolas, biblioteca municipal, Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares e
outras estruturas envolvidas) partilham a visão de efectivamente
constituírem um SABE, pois todos eles interagem, recebendo e fornecendo
apoio de forma continuada.
Nesta comunicação vamos traçar o percurso e a actividade que o SABE tem
desenvolvido e a perspectiva de ele ser um espaço de articulação de
esforços, um facilitador para a concretização de projectos, impulsionando
ideias e novas práticas nas bibliotecas escolares. Todavia a continuidade do
trabalho que tem sido desenvolvido pressupõe a perspectiva de qualificar uma
acção e apoio que se pretende que continue a ser sistemático e consequente.
Iva Matos,
Margarida Mota Oliveira,
Catarina Teixeira -
Um mar de oportunidades: o
serviço sócio - educativo da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta
Delgada

É reconhecida a existência de inúmeros
obstáculos à utilização das bibliotecas e ao uso intensivo dos livros e da
leitura sobretudo por parte das populações mais desfavorecidas e
distanciadas dos grandes centros. Diversas soluções têm sido apontadas e o
papel dos serviços socioeducativos tem sido reforçado na materialização dos
compromissos afirmados no manifesto da IFLA/ UNESCO sobre bibliotecas
públicas.
A Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada é um serviço
externo da Direcção Regional da Cultura com o espaço de actuação alargado à
ilha de São Miguel. As alterações introduzidas na estrutura do Governo
Regional e nas competências dos seus membros em Dezembro do ano de 2004
tiveram incidência especial na Direcção Regional da Cultura, que passou a
integrar directamente a Presidência do Governo Regional. As mudanças
verificadas a nível da tutela, a mudança de edifício assim como a criação de
uma equipa de serviço socioeducativo revelaram uma nova postura nos serviços
desta biblioteca pública e arquivo regional.
Pretendemos mostrar a criação e o percurso do serviço socioeducativo desta
instituição, revelando os desafios encontrados e os objectivos propostos.
A biblioteca pública de Ponta Delgada aposta na divulgação e na conservação
dos fundos particulares que detém, assim como pretende fazer a promoção do
livro e da leitura, contando para tal com as acções desenvolvidas e com o
fundo para empréstimo, em conformidade com as missões - chave do manifesto
da UNESCO sobre as bibliotecas públicas. O dualismo conservação / divulgação
confere um carácter particular a esta instituição revelando-se na acção do
serviço socioeducativo de forma directa. A biblioteca pública não pertence à
rede de bibliotecas públicas do país, integrando na sua base o arquivo
regional de Ponta Delgada, factos que lhe conferem especificidade
traduzidos, nesta apresentação, em oportunidades de desempenho deste serviço
socioeducativo.
Sofia A. P.
Pinto -
Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares: a
experiência das Bibliotecas Municipais de Oeiras

Tal como é designado pelo Manifesto da IFLA/UNESCO, a Biblioteca Escolar
deve desenvolver nos alunos competências a nível de aprendizagem,
tecnologias de informação e literacia que lhes estimule a imaginação e que
permita formar cidadãos responsáveis.
Qual o papel/intervenção das Bibliotecas Municipais e dos serviços do SABE
(Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares) nas Bibliotecas Escolares? Qual
a importância destes serviços e das Bibliotecas Escolares? Que papel para os
“professores bibliotecários” e para os bibliotecários? Como fazer para que
uma Biblioteca Escolar não seja um corpo estranho dentro da própria escola?
Este pretende ser um documento de reflexão sobre a experiência deste tipo de
serviços no Concelho de Oeiras.
O grande propósito do SABE de Oeiras é garantir o desenvolvimento sustentado
da Rede de Bibliotecas Escolares de Oeiras. Este desenvolvimento é efectuado
através de um conjunto de medidas, tais como: os incentivos à reflexão e aos
debates, ao apoio técnico prestado às Bibliotecas Escolares, à promoção da
partilha de recursos, aos incentivos à promoção da leitura, à cooperação em
projectos de promoção de leitura e na área das TIC, formação de docentes,
divulgação de boas práticas, partilha de soluções e ideias, produção de
documentos resultantes do trabalho de grupos de trabalho com temáticas
específicas.
Judite Canha
Fernandes -
Redes e
movimentos sociais sob os novos paradigmas da informação

As Parcerias, Redes e Movimentos Sociais que
emergem do domínio público e da cidadania alcançam um papel crescente dos
níveis locais aos internacionais e fazem, cada vez mais, parte da agenda
social e política, exercendo uma crescente influência simbólica e prática
nas sociedades e atraindo um número cada vez maior de investigadores e
investigadoras de diversas áreas. Castells, por exemplo, afirma que os
Movimentos Sociais “representam os verdadeiros produtores e distribuidores
de códigos culturais” (2000). Para Smith, Chatfield e Pagnucco essa
influência crescente dar-se-ia “por meio do fortalecimento da informação e
contra-informação política, do alinhamento de estratégias de actuação, da
partilha de metas e de outros tipos de apoio recíproco”.
Desta forma, estas estruturas inter
organizacionais “conseguem ligar o local, o nacional com o global, assim
como as arenas políticas inter e transgovernamentais, criando assim uma nova
estrutura de política global que desagrega o Estado e a política local na
intersecção dos níveis nacional e internacional” (1997). As teorias mais
recentes sobre o surgimento e desenvolvimento destas “organizações de
organizações” encontram apoio no reconhecimento da importância do
conhecimento como recurso fundamental na concretização dos objetivos
individuais, organizacionais, intra e interorganizacionais.
De um modo geral, a formação de Redes e
Parcerias, nos seus diversos níveis e aplicações, tem sido considerada,
tanto na prática quanto na teoria, como um mecanismo de flexibilização das
relações entre as pessoas, capaz de potencializar o compartilhamento de
informação entre organizações e indivíduos e de contribuir para a geração de
conhecimento e inovação tecnológica (Austin, 2001).
É hoje claro que as Tecnologias da Informação e
da Comunicação (TIC) e as potencialidades decorrentes da Sociedade da
Informação estão a ser aproveitadas pelas organizações e pelos movimentos
sociais no sentido de um alargamento do seu âmbito de actuação e impacto, ou
mesmo na busca de “um outro mundo possível”. A Internet, ao não exigir a
presença física, permitiu alargar os âmbitos de implementação de forma
extraordinária e encontrar complementaridades para a discussão e para o
trabalho até hoje impossíveis. Alguns autores referem a emergência de um
novo modelo de gestão social, voltado para a formação de redes e para o
desenvolvimento de projectos inovadores com fins sociais (Schlemm e Souza,
2004) É no sentido de aprofundar, do ponto de vista do objecto social
informação, a investigação sobre os modelos teóricos, práticas
informacionais, uso das tecnologias, monitorização e resultados mensuráveis
de eficácia, eficiência e satisfação das necessidades de informação dos/as
vários/as agentes envolvidos e das iniciativas e movimentos onde se
desenvolvem, que o Projecto de Doutoramento “A Ciência da Informação na
Gestão de Projectos Europeus e Internacionais. A Iniciativa
Comunitária EQUAL e a Marcha Mundial das
Mulheres”, cujo desenvolvimento, opções teóricas e metodológicas se
pretendem expor nesta comunicação, se enquadra, sendo que a extracção de
resultados pode significar importantes mais valias para os casos, cada vez
mais frequentes e incontornáveis, de organizações (privadas ou públicas),
movimentos, pessoas, a trabalhar projectos em Rede ou Parceria numa escala
globalizada. Este Projecto de Doutoramento decorre na Faculdade de Letras da
Universidade do Porto, sob a orientação do Prof. Dr. Armando Malheiro da
Silva.
Emília Lúcia
Pacheco -
A literacia da informação e o
contributo da biblioteca universitária

A literacia da informação consiste num conjunto
de competências que permitem reconhecer a necessidade de informação e actuar
de forma eficiente para suprir essa necessidade, obtendo informação,
avaliando-a e revendo o processo de pesquisa. Esta competência ou conjunto
de competências é de particular importância para os estudantes do ensino
superior das áreas de engenharia e tecnologia, que têm de aceder a múltiplas
fontes de informação, em diversos suportes e formatos, com conteúdos em
rápida evolução e com um tempo de vida por vezes curto. Tomando como ponto
de partida as normas da ALA “Information literacy standards for science and
technology”, e outras directivas sobre literacia da informação no ensino
superior e o papel das bibliotecas, procura-se fazer uma aplicação dos
indicadores de desempenho definidos para o conjunto de competências, à
observação de um grupo de estudantes de licenciatura, em fase de elaboração
do projecto de final de curso. Trata-se de uma tentativa de compreender o
nível de literacia que estes estudantes apresentam, do conhecimento e do uso
que fazem dos recursos informativos que têm ao seu dispor, para assim se
poder delinear formas de melhorar o seu desempenho.
Ana Arnold
Guerreiro, Maria Rita Dornellas -
Histórias de ida e volta –
promover a cultura oral, formar contadores para quê?

Este projecto surgiu em
2004, a partir de uma candidatura apresentada por cinco bibliotecas públicas
e um museu de tradição oral europeus ao programa «Cultura 2000» da União
Europeia.
Teve por objectivo geral dar a conhecer a tradição oral dos cidadãos dos
países de leste e dos países lusófonos residentes em Oeiras.
Para tal, foi desenvolvido um conjunto articulado de actividades: recolha de
contos entre a população imigrante, realização de oficinas de formação de
contadores, realização de sessões de contos abertas ao público, edição de
uma antologia dos contos recolhidos.
Ainda no âmbito da primeira edição, foram realizados dois importantes
eventos: a nível nacional, a sessão de contos «A-Braços com Contos». A nível
internacional, a «Maratón de los Cuentos», em Guadalajara (Espanha).
Este projecto continuou em 2005/06, apenas com recursos autárquicos,
mantendo as mesmas características da primeira edição e, assinalando uma
crescente procura pelas acções de formação de narradores, por parte de
utilizadores com as mais variadas habilitações escolares. Registou-se
igualmente uma intensa solicitação por parte das instituições educativas,
hospitalares e autárquicas, pela cooperação dos contadores nas respectivas
entidades. A 3ª edição (2006/07) deste projecto já está iniciada.
Aqui reside a resposta à nossa questão: através dos contos estabelecem-se
pontes entre sensibilidades e culturas, entre oralidade e a literacia, entre
a voz e a letra, entre a pessoa e o livro. Em resumo, promove-se uma
abordagem artística, lúdica e estimulante para o desenvolvimento da leitura.
Um presente, que casa o passado com o futuro.
Gaspar Matos
-
Palavras
cantadas: uma contribuição para a promoção da leitura em adolescentes e jovens
adultos nas Bibliotecas Municipais de Oeiras

Hábitos de leitura adquiridos na infância perdem-se a partir
da adolescência. Este é um dado adquirido. Contrariar essa tendência não é
exercício fácil e a prová-lo está, precisamente, a abrangência deste
problema à escala global. Pretende-se, com a presente comunicação, dar a
conhecer um projecto alternativo de promoção da leitura para adolescentes e
jovens adultos. O público-alvo é exigente e não susceptível de ser
influenciado pelas estratégias habitualmente empreendidas pelas bibliotecas
públicas. Solução? Procurar interesses consolidados junto destas faixas
etárias e agregar-lhes a palavra escrita. Surge, assim, a associação
música/literatura como trave-mestra desta empresa.
Descreve-se a realidade do concelho de Oeiras e das suas bibliotecas,
seguindo-se uma análise dos hábitos de leitura entre adolescentes a nível
concelhio e nacional. Apresenta-se o projecto Songs Inspired by
Literature como ponto de partida para a criação das Palavras Cantadas.
Particulariza-se a faixa etária a atingir, atitude justificada pela
ambiguidade dos princípios vertidos por diferentes organizações
internacionais, no que a este aspecto diz respeito. Anunciam-se os conteúdos
relevantes para os fins propostos dando-se a conhecer, para tal, o facto de
álbuns ou músicas de grupos pop/rock actuais como os Coldplay, Radiohead,
U2, R.E.M., Greenday, Franz Ferdinand, Incubus e Iron Maiden – entre outros
–, terem sido inspirados em obras literárias de autores consagrados como,
por exemplo, J. D. Salinger, Daniel Quinn, Umberto Eco, William Butler Yeats,
Thomas Pynchon ou George Orwell. Elegem-se meios de difusão, expõem-se
procedimentos para implementação e avaliação de resultados e disserta-se
acerca das potencialidades futuras de uma iniciativa desta natureza.
Finalmente são exibidas, já em arte final, duas peças publicitárias
produzidas para promoção deste evento.
Adalberto
Barreto -
Fogem dos livros como o Diabo da cruz: a
propósito, onde estão os super heróis e a mangá?

Tradicionalmente o público juvenil (13-18 anos), sobretudo do sexo masculino,
é aquele que mais dificilmente participa nas actividades de leitura
promovidas pelas bibliotecas públicas. Por outro lado, e segundo um
inquérito realizado pela Bedeteca de Lisboa em 2005, a maioria das
bibliotecas portuguesas não tem e não adquire o estilo de literatura gráfica
mais apreciada pelos adolescentes, designadamente a banda desenhada de
origem norte-americana e japonesa. Ao contrário do que muitos pensam é
possível encontrar materiais em banda desenhada (dentro destes estilos) de
inegável qualidade destinados aos adolescentes, embora a banda desenhada
ligeira (de menor qualidade) também possa ter um lugar na biblioteca. A
presente comunicação pretende, assim, sensibilizar as bibliotecas para a
utilização destes materiais como ferramenta poderosa e de subestimada
importância para a promoção de hábitos de leitura entre os adolescentes.
Maria da Graça
Borges Castanho -
O ensino da leitura nas escolas do 2º
ciclo em Portugal: o contributo das bibliotecas públicas e escolares

Que as bibliotecas públicas ou escolares, com os seus planos de actividades,
poderão prestar um importante contributo na promoção da leitura em Portugal
disso parece não haver dúvidas nos nossos dias. Tudo se torna, contudo,
menos claro quando em jogo está o aproveitamento efectivo que professores e
alunos fazem desses espaços. Investigação realizada, no âmbito do
doutoramento sobre o Ensino da Leitura Através do Currículo nas Escolas do
2º Ciclo em Portugal, veio confirmar que os docentes das diferentes
disciplinas não tiram partido das vantagens de uma correcta utilização das
bibliotecas escolares e públicas, condenando grande parte da população
estudantil ao desconhecimento do material escrito disponível no mercado
livreiro e contribuindo para os elevados níveis de iliteracia e falta de
cultura geral. Ao apostarem no uso quase exclusivo do manual, desrespeitando
as preferências de leitura da população estudantil, os docentes estão a
contribuir para uma deficiente aprendizagem da leitura e para o desinteresse
que os pré-adolescentes nutrem pelo acto de ler.
Tema 2 -
Bibliotecas e Arquivos: Recursos para o Desenvolvimento e a Inovação
Pedro Penteado
-
A nova arquitectura da
Administração Pública, os arquivos e o papel da DGARQ: como transformar
ameaças em oportunidades

A comunicação apresenta as últimas mudanças em
torno da arquitectura organizacional da Administração Pública (AP)
portuguesa, sobretudo as que implicam a reestruturação dos serviços centrais
dos Ministérios e a implementação de actividades de gestão dos
arquivos e dos recursos de informação e documentação arquivística, no âmbito
das secretarias-gerais, enquadradas pelas novas leis orgânicas publicadas em
27 de Outubro de 2006. Depois procura responder a várias questões críticas
em torno destas transformações: O que deviam fazer e o que fizeram os
organismos e as secretarias-gerais para preparar a mudança para os novos
cenários? Qual o melhor modelo e estrutura para optimizar o funcionamento
dos sistemas de arquivo dos organismos da Administração Central do Estado e
a ajuda arquivística prestada pelas secretarias-gerais? Qual o apoio que o
órgão de coordenação da política nacional de arquivos pode e deve fornecer
ao processo de mudança?
A parte final da comunicação aborda os produtos e serviços disponibilizados
pelo Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (IAN/TT) para suportar
o processo de transformação organizacional e arquivístico, a exemplo das
“Orientações para a gestão de documentos de arquivo no contexto de uma
reestruturação da Administração Central do Estado”. Analisa ainda os que
poderão ou deverão ser criados pela nova Direcção-Geral de Arquivos (DGARQ)
para transformar o que parecem ser ameaças em oportunidades para a
qualificação dos sistemas de arquivo da AP, componente fundamental da rede
nacional. Entre todos eles, destaca-se a possibilidade de desenvolvimento de
programas de apoio aos arquivos dos organismos da Administração Central do
Estado que permitam estimular a adopção generalizada de políticas e boas
práticas de gestão integrada de arquivos, possibilitando deste modo uma
melhor gestão da informação e do conhecimento nestas organizações, com
evidentes benefício para elas e para os cidadãos – clientes.
Teresa Cirne -
A plataforma informacional na
dinamização cultural e educativa do país

No actual contexto da sociedade moderna, o saber e a difusão do conhecimento
assumem-se como uma componente indissociável do desenvolvimento. Neste
sentido, é necessário estabelecer uma articulação integrada, gerada entre os
diversos agentes susceptíveis de rentabilizar significativamente o saber,
nomeadamente os organismos detentores de conteúdos culturais (museus,
bibliotecas, arquivos e centros de informação e documentação), entidades
formais de criação e difusão do saber (escolas e universidades), entidades
de criação e difusão artística (escolas e universidades específicas,
criadores e artistas) e instituições de I&D (universidades, laboratórios,
empresas).
Este desiderato deverá ultrapassar o simples pendor tecnológico, já que não
se pode limitar à mera implementação de uma rede electrónica entre os
diversos agentes informacionais. Com efeito, esta articulação integrada
deverá passar por uma eficaz interligação entre aqueles agentes, e ser
accionada mediante o estabelecimento de uma política de parcerias culturais
e educacionais, susceptível de comportar um investimento de alto retorno
cultural e educativo a curto e a médio prazo. Neste sentido, urge encontrar
respostas e explorar os caminhos tendentes à rentabilização da informação
e/ou saberes específicos, relativos a cada um desses mesmos agentes.
António Maranhão Peixoto -
Os arquivos municipais no
dealbar do século XXI

Os Arquivos Municipais Portugueses vivem há mais de uma década e meia a sua
irreversível afirmação institucional. Apesar dos constrangimentos ainda
latentes e das dificuldades a superar, são já unidades administrativas e
culturais em permanente estruturação nos nossos municípios.
A existência de recursos humanos especializados ao nível intermédio e
superior, bem como a crescente sensibilidade dos executivos municipais
para assegurarem instalações devidamente dimensionadas para o médio e longo
prazos, com realce para o elevado efeito catalisador desenvolvido pelo PARAM
- Programa de Apoio à Rede de Arquivos Municipais, têm proporcionado a
consolidação destes pólos fulcrais para a gestão municipal. Pois, como
sistemas de informação, são imprescindíveis à construção e vigência de uma
efectiva administração aberta.
Como produto natural da actividade municipal são também a memória e a
experiência da Administração Local, bem como agentes indispensáveis de
continuidade de acção e preservação dos direitos municipais.
Além de se pretender tornar presente o caminho percorrido até aqui, é também
importante, nos primórdios deste século, equacionar o futuro próximo destes
serviços vitais para a salvaguarda da democracia e para a promoção da
cidadania.
Maria José Fidalgo,
Paula Cristina Ucha -
O projecto de tabela de selecção
das “funções–meio”

O Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo, através da Divisão de
Arquivos Intermédios em colaboração com o Gabinete de Apoio aos Arquivos
Correntes, efectuou um projecto de Tabela de Avaliação e Selecção de
documentos para as tradicionalmente designadas “Funções–Meio”, ou funções
de suporte às actividades dos serviços - Recursos Humanos; Recursos
Financeiros e Patrimoniais, alargando-se ainda o seu âmbito às funções de
Organização e Funcionamento; Planeamento e Actividades de Controlo; Relações
Públicas e Sistemas de Tecnologias de Informação e Documentação.
Este projecto insere-se no âmbito das actividades programadas pelo Instituto
e tem como objectivo o apoio aos Serviços da Administração Pública, na
avaliação e selecção da documentação produzida para as áreas funcionais de
suporte às actividades dos Serviços.
A Tabela pretende ser um documento normalizador de boas práticas
arquivísticas ao nível da gestão documental, possibilitando o
estabelecimento de uma política de gestão de documentos coerente.
Foram premissas orientadoras deste projecto, a normalização de
procedimentos; a estabilização da designação das séries documentais; bem
como a sua estrutura classificativa; a definição de prazos de conservação e
destino final.
A aplicação deste instrumento permitirá rentabilizar a eficácia dos
processos de elaboração de portarias de gestão de documentos, complementando
e orientando a feitura dos mesmos.
Este documento ficará disponível na página Web do IAN/TT, para conhecimento
e partilha pública de opiniões por parte dos serviços da administração
pública.
Madalena Bobone -
A macro-estrutura temática
para a área da segurança interna

Normalizar os sistemas de gestão documental e de fluxos de processos de
todos os organismos do Ministério da Administração Interna (MAI) onde se
incluem também os Gabinetes Ministeriais, com vista à uniformização da
classificação documental a fim de criar uma linguagem comum que venha
sustentar a circulação electrónica de documentos e agilizar os processos de
decisão.
O projecto visa a concepção de uma Macro-Estrutura Temática a dois níveis,
que espelhe as funções e as sub-funções/actividades dos diversos organismos
do Ministério, focalizando as suas áreas fim. Este plano evidencia
naturalmente a missão do Ministério e como esta se operacionaliza nas
unidades.
Trata-se de um projecto abrangente que exige esforços de colaboração
acrescidos muitas vezes difíceis de conjugar mas sempre catalisadores de
melhores resultados. É também uma oportunidade de pensar o futuro para
melhorar o sistema de gestão documental e racionalizar o sistema de arquivo
do Ministério num momento chave de redefinição de novas orientações das
políticas arquivísticas.
Natália Antónia,
Ana Marçal,
Juliana Ferreira -
O
Projecto de Arquivos Correntes no Arquivo Municipal de Lisboa

Propõe-se com esta comunicação dar a conhecer o Projecto de Arquivos
Correntes em curso na Câmara Municipal de Lisboa, a sua importância como
factor de modernização administrativa e a sua inserção numa iniciativa de
maior alcance: o Projecto de Informação e Gestão Documental. De forma
sucinta, descreve-se o seu estado de desenvolvimento, as principais
barreiras e dificuldades encontradas e as estratégias para as ultrapassar.
Paula Ochôa,
Leonor Gaspar Pinto -
Estratégias de gestão baseada em
evidências: investigação e prática em serviços de informação

Inspirada na Medicina Baseada em Evidências (EBM), o conceito de prática
baseada em evidências tem vindo progressivamente a ganhar terreno na
literatura da área da Ciência da Informação – a Evidence-based Librariansip
(EBL), ou seja, a Biblioteconomia Baseada em Evidências. Este movimento
procura melhorar a prática profissional na área da Biblioteconomia / Ciência
da Informação pelo recurso a evidências produzidas pela investigação.
Esta comunicação tem por objectivo analisar algumas estratégias de gestão
baseada em evidências que, aliando investigação e prática, têm vindo a ser
aplicadas em serviços de informação, apresentando três perspectivas da
investigação sobre o funcionamento da biblioteca e os seus impactes nos
utilizadores, na qualidade dos serviços e nos stakeholders (partes
interessadas).
São apresentados casos práticos em bibliotecas portuguesas, abrangendo
várias áreas (Construção de sistemas
integrados de avaliação do desempenho;
Satisfação dos utilizadores; Políticas de
gestão da Qualidade;
Políticas de gestão do conhecimento;
Benchmarking).
Celeste Freitas,
Pedro Medeiros, Susana Cabral, António Rosa, Isaura Costa, Madalena Costa,
Maria da Graça Melo, Marta Craveiro -
Gestão da Qualidade: uma
experiência de Implementação da CAF

No contexto actual do processo de Modernização
da Administração Pública e do recentemente aprovado Sistema Integrado da
Avaliação de Desempenho da Administração Pública (SIADAP), está previsto a
avaliação das organizações, a qual deve ser feita através do recurso à
Auto-Avaliação. Através da aplicação da CAF - Common Assessment Framework,
um modelo de auto-avaliação criado no
âmbito da União Europeia especificamente para a Administração Pública, os
organismos promovem a gestão da qualidade através da realização de
diagnósticos que têm por referência um conjunto de boas práticas e
indicadores que caracterizam o desempenho da sua organização. A CAF é uma
ferramenta de auto-avaliação. Comparativamente com a EFQM, e embora derivado
deste, é um modelo mais simples e mais fácil de aplicar à Administração
Pública. Para além de permitir o desenvolvimento de uma cultura de gestão
estratégica e de serviço público orientado para o cidadão, permite também o
desenvolvimento de práticas de benchmarking, proporcionando assim a
tão importante comparabilidade institucional. A Auto-Avaliação, com base na
CAF, permite proceder a um diagnóstico do funcionamento e dos resultados da
organização.
Pretendemos dar um testemunho do percurso da equipa que, desde o inicio,
acreditou no Projecto e que acredita numa Cultura de Qualidade aplicada ao
sector público. Para que a implementação da CAF na Biblioteca Pública e
Arquivo Regional de Ponta Delgada (adiante designada de BPARPD) fosse uma
realidade foi necessário um forte empenho da Equipa de Auto-Avaliação que
efectuou o diagnóstico de todos os critérios inerentes ao modelo dando
cumprimento ao cronograma pré-estabelecido. Mais do que falar do modelo
propriamente dito pretende-se partilhar a metodologia utilizada para
implementação da CAF, o processo de aprendizagem verificado e os resultados
da organização. Ao decidir implementá-la, e tendo em conta a missão e os
objectivos da organização, pretendeu-se que o processo fosse uma
“preocupação de TODOS” tendo sempre em atenção os pontos fortes e quais os
pontos a melhorar.
Judite
Cavaleiro Paixão,
Maria Alexandra Lourenço,
Cristina Cardoso
-
Indicadores
de desempenho em serviços de documentação, informação e arquivo: uma
experiência

No mundo actual, a qualidade
é um investimento e um factor determinante para a sobrevivência das
organizações. Adequar as formas de gestão de cada organização, tendo em
vista a satisfação das necessidades dos clientes, mais do que um desafio, é
uma condição essencial a essa sobrevivência.
Neste contexto da qualidade, conhecer e medir o desempenho dos serviços e
das organizações assume um papel fundamental como resposta à necessidade de
relacionar custos/benefícios e aferir o grau de satisfação dos seus
clientes.
No caso dos serviços de documentação, informação e arquivo, a avaliação do
seu desempenho, mais do que um exercício teórico, é um instrumento essencial
para a gestão e planeamento, permitindo não só estabelecer evidências sobre
a eficácia e eficiência dos processos mas também definir novas estratégias,
num processo de melhoria contínua.
Imprescindíveis em qualquer avaliação deste tipo, são os indicadores de
desempenho que ganharam importância com a implantação dos sistemas de gestão
da qualidade. São importantes ferramentas de gestão que fornecem um valor de
referência a partir do qual se pode estabelecer uma comparação entre as
metas planeadas e o desempenho alcançado.
Partindo da experiência do Departamento de Arquivo, Documentação e
Informação (DADI) da Direcção-Geral do Tribunal de Contas (DGTC), esta
comunicação não é mais do que uma proposta de reflexão sobre as questões
relacionadas com a aplicação de indicadores de desempenho a serviços de
documentação, informação e arquivo.
Bruno Duarte
Mendes Eiras -
O cliente nem sempre tem sempre razão: princípios
de Customer Service nas Bibliotecas Municipais de Oeiras

Hoje em dia as bibliotecas
são identificadas como espaços que visam satisfazer e responder às
necessidades de informação. Mas as bibliotecas satisfazem e respondem às
necessidades de quem? Os leitores, utilizadores ou clientes, são o motivo
pelo qual existem, devendo a sua organização e funcionamento ser
desenvolvidos em função das suas necessidades. Através da prática de
princípios de customer service as bibliotecas podem cumprir a sua
missão de uma forma mais fácil, eficaz e eficiente. Partindo de uma variante
da célebre expressão “o cliente tem sempre razão” apresentam-se alguns dos
princípios de customer service.
Actualmente, encarar o leitor/utilizador na perspectiva empresarial de
cliente ajuda as bibliotecas a definirem e a melhor organizarem os seus
serviços, ao mesmo tempo que facilita a relação com os seus públicos reais e
potenciais. Sabemos, através da observação de outro tipo de organizações,
que um cliente satisfeito é um cliente que regressa e que divulga a
qualidade dos serviços. Desta forma, vemos que o sucesso de manter e cativar
públicos consiste no desenvolvimento de serviços centrados nos
leitores/utilizadores.
Partindo das práticas das Bibliotecas Municipais de Oeiras identificam-se
alguns dos princípios de customer service utilizados, desde a
organização do atendimento ao público, ao tipo de serviços disponibilizados
e à forma como são geridos os canais de comunicação com os
leitores/utilizadores.
Tema 3 -
Informação em Rede: Tecnologias, Serviços e Utilizadores
Maria Leonor Oliveira,
Manuel
Pacheco Coelho -
Valorização de bens e serviços culturais: o método
de avaliação contingencial aplicado ao caso das bibliotecas

A problemática da valorização da cultura justifica um programa de
investigação específico nos domínios da Economia da Cultura e das Ciências
Documentais, desde logo porque ambos os termos, “cultura” e “valor”, podem
assumir várias interpretações, implicando uma análise multidisciplinar.
O valor económico dos bens culturais geralmente não é observável no mercado
através de preços que reflectem o seu custo de oportunidade. Esta situação é
particularmente evidente no caso das bibliotecas.
Por outro lado, a valorização económica é importante para avaliar os
benefícios de uma dada política e permitir aos decisores, através da análise
custo/benefício, a escolha entre diferentes políticas públicas.
Como identificar então o valor económico das bibliotecas, tendo em conta que
ele “não se resume às receitas e despesas inscritas nos respectivos
orçamentos” e que a informação disponibilizada é um factor essencial na
formação dos recursos humanos e no desenvolvimento económico?
O valor económico de um recurso pode ser medido a partir das preferências
dos indivíduos pela sua utilização e/ou conservação sendo que essas
preferências podem resultar da defesa de interesses próprios a contemplar no
momento presente ou futuro ou no desejo de providenciar às gerações futuras
o acesso aos recursos.
À semelhança do que vem acontecendo na área da valorização dos recursos
ambientais, a utilização do chamado Método de Avaliação Contingencial (MAC)
pode apresentar imensas potencialidades de aplicação ao caso das
bibliotecas.
O MAC é utilizado para obter estimativas do valor económico de um recurso
sempre que existem distorções no mercado. No caso das bibliotecas,
encontramo-nos perante bens culturais com características de bens públicos:
não-exclusão e não-rivalidade no consumo, podendo os indivíduos actuar como
“free-riders” e obter os serviços a preço nulo.
A metodologia de Avaliação Contingencial consiste em simular um mercado
hipotético para o recurso em avaliação, contemplando diferentes níveis de
provisão, e inquirir directamente os indivíduos sobre a sua disponibilidade
em pagar por esse serviço (willingness to pay) e/ou disponibilidade em
aceitar uma compensação pela potencial perda do mesmo (willingness to accept).
O objectivo desta comunicação passa pela discussão das potencialidades de
aplicação desta metodologia ao caso das bibliotecas, apresentação das fases
do método e discussão das limitações que resultam da sua aplicação, em
particular os diferentes enviesamentos que reduzem a fiabilidade das
estimativas.
Luiza
Baptista Melo,
Helena Barbosa, Carla Correia, Alice Rodrigues,
Olinda Martins, Ana Taveira, Orísia Pereira, Cesaltina
Pires -
Reconhecer boas práticas
em bibliotecas do ensino superior: projecto de avaliação do desempenho de
serviços de documentação das Universidades do Porto, Lusíada -Famalicão e dos
Açores

Inúmeras bibliotecas do Ensino Superior em todo o
mundo recorrem às técnicas de benchmarking para o reconhecimento das
boas práticas, com o objectivo de melhorar a qualidade dos serviços prestados.
Esta comunicação descreve um projecto de avaliação do desempenho dos serviços,
que decorre de uma parceria das Bibliotecas dos Departamentos de Matemática
Aplicada e Matemática Pura da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP),
do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (ICBAS-UP),
da Universidade Lusíada de Famalicão, do Centro de Documentação Europeia –
Biblioteca Geral da Universidade dos Açores e do Centro de Documentação da
Escola Superior de Enfermagem do Porto - S. João. As metodologias que
fundamentam este estudo baseiamse num modelo misto Estrutura Comum de
Avaliação (CAF) – Balanced Scorecard (BSC) desenvolvido para bibliotecas
académicas. Definem-se os critérios de avaliação aos quais se associam os
respectivos indicadores de desempenho (ID) em conformidade com as Normas
Internacionais ISO 11620 e ISO 2789. São ainda considerados alguns ID
consensuais utilizados em iniciativas de aferição do desempenho realizados em
universidades da Alemanha, Austrália, Áustria, Suécia, Reino Unido e Holanda.
Com o conhecimento das fraquezas e dos sucessos, sem pudores e
constrangimentos, de forma partilhada e em parceria, conseguem-se soluções
para melhorar a performance - é o conceito emergente deste estudo sobre
optimização dos serviços de documentação académicos.
João Leite,
Isabel Pereira Leite -
Avaliação, medição e caracterização - velhos
conceitos e novos preceitos : análise dos resultados de um inquérito aos
utilizadores da Biblioteca Central da FLUP

A partir de um inquérito aos leitores
da Biblioteca Central da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, são
apresentadas as principais conclusões a que se chegou no que diz respeito à
caracterização dos utilizadores e do espaço da Biblioteca, do seu
funcionamento e dos fundos documentais e recursos electrónicos
disponibilizados. A par disso, e com base na avaliação feita pelos leitores, é
analisado o seu grau de satisfação, referindo-se as medidas que têm sido
tomadas no seguimento do inquérito.
Leonor Gaspar
Pinto,
Paulo Silva,
Eunice Figueiredo -
Melhorar e promover o valor da Rede de
Bibliotecas Municipais de Lisboa: uma abordagem centrada na avaliação do
desempenho (2003-2006)

Procurando responder à
tendência emergente de avaliação do desempenho dos organismos da Administração
Pública portuguesa, o Departamento de Bibliotecas e Arquivos da Câmara
Municipal de Lisboa iniciou, em 2003, um Programa Integrado de Avaliação do
Desempenho da Rede de Bibliotecas Municipais de Lisboa (PAD-BLX). Este
Programa tem como principais objectivos: desenvolver na Rede uma cultura
organizacional de avaliação centrada nos clientes e contribuir para a melhoria
contínua da qualidade dos produtos e serviços disponibilizados por esta Rede
aos seus clientes. O desenvolvimento deste programa tem como estratégia-chave
a implementação de um Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho.
Esta comunicação centra-se no
processo de desenvolvimento e implementação do Sistema Integrado de Avaliação
do Desempenho BLX (2003-2006), sendo atribuído particular destaque ao eixo de
acção alicerçado na selecção, validação e operacionalização de Medidas e
Indicadores de Desempenho BLX.
São ainda brevemente
apresentados os outros eixos de acção do PAD-BLX, designadamente: Qualidade
de serviço e satisfação dos utilizadores, Iniciativa Gestão do
Conhecimento e Melhoria Contínua SATT.
Por fim, é feito o balanço do
PAD-BLX, sendo examinado o seu papel na melhoria contínua e na promoção do
valor social da Rede de Bibliotecas Municipais de Lisboa.
Maria José Amândio
-
Avaliação de bibliotecas digitais em contexto
educativo: análise comparativa de sistemas de pesquisa e recuperação de
informação

A
presente comunicação assenta no propósito geral de analisar comparativamente
duas bibliotecas digitais, recursos e serviços de informação e, em particular,
explorar as modalidades de funcionamento dos seus sistemas de pesquisa e
recuperação de informação.
Como
enquadramento teórico
destaca-se a importância da organização e gestão de colecções digitais no
contexto educativo. Numa primeira fase, analisam-se
processos e metodologias de avaliação aplicados
às bibliotecas digitais e também aos sistemas de pesquisa e de recuperação de
informação. Em função desta análise, não só se
definem perguntas de avaliação e critérios de apreciação como também os
instrumentos de recolha, análise e interpretação de dados. Esta reflexão
direcciona-se para o caso de estudo comparativo das bibliotecas digitais
Virginia Tech Digital Library and
Archives (VT-DLA) e
Perseus Digital Library (Perseus), ambas consideradas como bibliotecas
digitais educativas de referência a nível internacional.
Em função dos estudos desenvolvidos,
realiza-se uma dupla abordagem avaliativa da
VT-DLA e Perseus, quer centrada na biblioteca e áreas de
desenvolvimento gerais como centrada nos utilizadores-destinatários, atendendo
à descrição de conteúdos dos objectos digitais, interface de interacção com os
utilizadores, interface de pesquisa e recuperação de informação e informação
de apoio ao utilizador.
Por fim, a partir da identificação de padrões de similaridades e diferenças
entre as duas bibliotecas em estudo, perspectivam-se algumas recomendações e
propostas de melhoria relacionadas com a avaliação de desempenho e as
funcionalidades em termos da interface de interacção e de pesquisa de
informação.
Sofia Santos,
Conceição Santos,
Luz Seixas,
Maria João Veiga,
Perpétua Fernandes,
Leonor
Gaspar Pinto,
Eunice Figueiredo -
A melhoria contínua como foco estratégico: a
experiência do Serviço Central de Aquisições e Tratamento Técnico da Rede de
Bibliotecas Municipais de Lisboa

No contexto presente em que é
grande o interesse e a pressão politica para que o desempenho da Administração
Pública (central e local) seja avaliado, o tema da gestão da qualidade, não só
mantêm a sua actualidade, como continua a prefigurar-se como uma estratégia
eficaz para fazer fase aos desafios de rigor nas despesas e de valorização
social dos serviços públicos, designadamente das Bibliotecas.
No âmbito das múltiplas
abordagens teóricas e práticas que encontramos na vasta literatura sobre a
avaliação do desempenho e da qualidade em Bibliotecas e serviços de
informação, área específica dos serviços técnicos tem merecido um menor
destaque. Assim o principal objectivo desta comunicação é apresentar a
Iniciativa Melhoria Contínua que tem vindo a ser desenvolvida, desde Fevereiro
de 2006, pelo SATT – Serviço de Aquisições e Tratamento Técnico, no quadro do
Programa de Avaliação do Desempenho da Rede de Bibliotecas Municipais de
Lisboa.
Começa-se por fazer uma breve
caracterização organizacional e funcional do SATT no quadro da Rede de
Bibliotecas Municipais de Lisboa, referindo-se seguidamente o seu
enquadramento no Programa de Avaliação do Desempenho desta Rede.
São descritas e discutidas as
metodologias de Gestão da Qualidade e melhoria contínua utilizadas,
designadamente: foco no cliente; ferramentas de diagnostico estratégico;
abordagem por processos; medição, análise e melhoria do desempenho.
Por fim, é feito o balanço dos resultados da
iniciativa Melhoria Contínua, sendo discutidos possíveis desenvolvimentos
futuros.
António Sá Santos
-
Como atingir os nossos utilizadores: o marketing
directo nas bibliotecas e serviços de documentação

Sabemos como é fundamental para os serviços de documentação a existência de
utilizadores e a sua procura por parte desses mesmos utilizadores. Das
relações que se estabelecem podem surgir sinergias que melhoram o desempenho e
a imagem que as bibliotecas transmitem para o exterior. É necessário, por
isso, potenciar essas relações e apostar na comunicação de uma forma
equilibrada e cuidada, mas sobretudo eficaz. O emprego das novas tecnologias
neste campo veio permitir novas maneiras de contacto. O uso e desenvolvimento
do e-mail ou das newsletters são instrumentos e recursos que importam
desenvolver e potenciar. Eles têm, no entanto, características próprias. O
objectivo é fidelizar os utilizadores e sempre que possível alargar o seu
número. A gestão eficaz desta lista de utilizadores passará pela criação de
bases de dados que permitam inserir elementos que levem a um conhecimento mais
profundo do utilizador, de maneira a orientar as propostas e a comunicação
para os seus interesses.
A
comunicação pretende apresentar o e-mail e as newsletters como formas de
comunicação personalizada com os utilizadores, levando-os a fidelizarem-se à
biblioteca e aos seus recursos. Do mesmo modo é feita uma abordagem às
questões éticas que se podem levantar, quando um serviço cria e dispõe de uma
base de dados com informações dos seus utilizadores.
Eloy Rodrigues,
Augusta Xavier
Guimarães
-
O utilizador tem sempre razão? Inquirir para
melhor servir os utentes das bibliotecas da Universidade do Minho

Os
Serviços de Documentação da Universidade do Minho (SDUM) têm por missão
facultar à instituição em que se integram os recursos bibliográficos e
informativos necessários ao desempenho das actividades educativas e de
investigação científica e tecnológica, sendo responsáveis pela gestão das
bibliotecas da Universidade, tanto em Braga como em Guimarães.
No
desempenho da sua missão, os SDUM têm procurado desenvolver uma gestão
centrada no utilizador, procedendo, periodicamente, à recolha de dados
objectivos que lhe permitam ajustar o seu funcionamento aos interesses e
necessidades dos seus utilizadores. Assim aconteceu em 1993, 1999 e 2005,
altura em que os SDUM aplicaram inquéritos aos utilizadores das bibliotecas da
Universidade do Minho, procurando, assim, recolher informação sobre os
hábitos e padrões de utilização das suas bibliotecas e serviços.
Neste trabalho, descreve-se a forma como foi conduzido o inquérito aos
potenciais utilizadores das bibliotecas da Universidade do Minho realizado em
2005, apresentando-se também uma síntese dos resultados obtidos, que
nortearão a actividade dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho
nos próximos anos.
Júlia Maria Maia Costa,
Açucena Olivença Cotrim,
Cristina Cabaço da Mata -
A relevância das competências de produção, edição
e divulgação/vendas num serviço de informação e documentação: estudo de caso

Contrapondo as conclusões do Relatório do OP I-D editado em 2006, destaca-se
como exemplo diferenciador a área editorial do Centro de Informação e
Documentação da Direcção-Geral de Estudos, Estatística e Planeamento do MTSS
que, antecipando-se às exigências europeias vem cumprindo, desde finais da
década de 90, na totalidade, os quatro níveis definidos no Referencial Europeu
de Informação-Documentação (Domínio de competência – E19 – Técnicas de
Produção e de Edição) e que contempla, de uma forma inovadora na Administração
Pública, as vertentes de promoção e venda através do sítio da DGEEP, da Loja
Virtual contendo e-books e da Livraria/Loja própria.
Paulo Jorge da
Cunha Barreiro de Sousa -
Avaliação da usabilidade e
organização e representação da informação do novo website do SDI da FEUP

A presente comunicação visa a exposição dos
esforços desenvolvidos nos dois processos que antecedem a prototipagem do novo
website dos Serviços de Documentação e Informação (SDI) da Faculdade de
Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), nomeadamente, no
levantamento e análise dos requisitos necessários à sua
concepção e à organização e representação da informação. O SDI tem como
objectivo o desenvolvimento de um sistema tecnológico de informação com uma
arquitectura de informação flexível e centrada nos seus utilizadores.
Antecedendo a explanação do trabalho desenvolvido será efectuada uma breve
caracterização do dispositivo metodológico, designadamente, na aplicação do
método quadripolar, assim como, do Sistema de Informação da FEUP à luz da
teoria sistémica.
O
primeiro processo aborda as várias técnicas de recolha de requisitos que foram
empregues na definição do caderno de requisitos em que assenta a concepção do
novo website, quer dos requisitos funcionais, quer dos não funcionais,
nomeadamente, os requisitos de usabilidade, de acessibilidade e do sistema de
gestão de conteúdos.
O
segundo processo assenta no desenho da organização e representação da
informação do novo website segundo a metodologia centrada no diagrama “The
Elements of user Experience”, a qual estabelece numa sequência de etapas
para orientar o processo de desenvolvimento das interfaces gráficas com base
na experiência do utilizador, dentro de uma abordagem bottom-up,
iniciando-se pelos conceitos abstractos até às descrições concretas, cada vez
mais detalhadas.
Por fim são apresentadas algumas perspectivas de
trabalho futuro, envolvendo componentes como a usabilidade, desenvolvimento de
novos produtos informacionais e novos trilhos para a evolução do website
enquanto parte integrante do Sistema de Informação da FEUP.
Virginia Bentes Pinto,
Maria do R.
Fátima P.Cysne,
Casemiro Silva Neto,
Maria de Fátima Oliveira Costa,
Heliomar Cavati Sobrinho
- Netnografia: uma abordagem para estudos de usuários no ciberespaço

As
chamadas tecnologias da informação e da comunicação se fazem presente em todos
os campos do conhecimento desestruturando, entre outros, a ordem tradicional
na lógica de produção, disseminação e uso de informações e de conhecimentos,
provocando mudanças nas formas de pensar essa realidade. Dentre essas
mudanças, chama a atenção o surgimento de outros modos de se realizar
pesquisas cientificas no ciberespaço, originando ou resignificando novos
conceitos. Dentre estes conceitos destaca-se o de ““netnografia”” cunhado na
década de oitenta por Robert V. Kozinets, como uma abordagem etnográfica para
pesquisas de marketing visando os estudos de comportamentos de consumidores no
ambiente virtual. O artigo traz reflexões teóricas sobre a ““netnografia”” e
sua aplicabilidade para estudos de usuários de bibliotecas digitais, mais
especificamente da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD)
administrada pelo Instituto Brasileiro de Informação Cientifica e Tecnológica
(IBICT), no que diz respeito à produção de sentidos neste espaço Os resultados
mostram que através da ““netnografia””, enquanto nova abordagem da etnografia
no ciberespaço, é possível conhecer os hábitos de grupos de usuários desta
lista uma vez que nela eles podem navegar com maior liberdade e atribuir
sentidos aos produtos e serviços a eles ofertados. Também ficou evidente que
essas listas contribuem para outras discussões sobre os diversos temas dos
campos de saberes favorecendo maior diálogo entre os participantes, uma vez
que todos têm acesso aos conteúdos informacionais da lista.
Maria Catarina Latino,
Maria Clara Assunção,
Sílvia Sequeira -
A experiência interdisciplinar no Centro de
Estudos Musicológicos da Biblioteca Nacional

O
Centro de Estudos Musicológicos da Biblioteca Nacional herdou, em 1997, as
funções da Área de Música (criada em 1991). Reunir, conservar e difundir o seu
vastíssimo acervo e garantir o seu processamento bibliográfico e ainda
assegurar serviços, presenciais ou à distância, são funções que têm vindo, ao
longo dos anos, a ser cumpridas por uma pequena equipa de funcionários
reduzida, actualmente, a duas musicólogas, uma bibliotecária e uma auxiliar.
Funcionando como uma biblioteca especializada dentro da própria Biblioteca
Nacional, tem sido fundamental a estreita e contínua colaboração entre a
bibliotecária e as técnicas com formação específica em música e musicologia.
Nesta comunicação narra-se a experiência de cada uma das técnicas, as suas
diferentes sensibilidades perante o trabalho de uma biblioteca, as diferentes
aprendizagens e a sua influência nos métodos de trabalho desenvolvidos ao
longo dos anos. Relata-se, também, o papel insubstituível dos utilizadores,
nas suas diferentes especialidades, e a aprendizagem que o contacto directo e
diário proporciona, num serviço onde os gabinetes de trabalho são contíguos à
sala de leitura e permanecem sempre de porta aberta. Este diálogo
interdisciplinar permanente é determinante no trabalho técnico e normativo, em
todas as fases da cadeia documental, desde as aquisições ao armazenamento e
difusão da informação, passando pelo processamento, tendo especial relevância
nas práticas de catalogação, indexação e classificação que têm,
necessariamente, especificidades que as distinguem das aplicadas a outras
colecções.
Luísa Alvim -
A avaliação de qualidade de blogues

Os
blogues, devido à sua facilidade de utilização, rapidamente invadiram a
Internet. No domínio da Ciência da Informação existe um número elevado de
blogues produzidos por profissionais desta área. Pretende-se, com este artigo,
apresentar uma proposta para avaliação qualitativa de sítios Web, nomeadamente
a blogues, independentemente de sua autoria ser individual, colectiva ou
institucional. A análise dos blogues, e aplicação de uma grelha de avaliação
qualitativa, implica uma reflexão teórica preliminar sobre as características
e estrutura desta ferramenta. A bibliografia propõe uma variedade de critérios
(parâmetros e indicadores) a aplicar a sítios Web, que terão de ser adaptados
a esta nova realidade. A autora propõe a criação de parâmetros e indicadores
apropriados a este novo meio de comunicação.
José Borbinha
-
Bibliotecas, arquivos e outras coisas digitais

Este artigo apresenta uma descrição dos
principais conceitos a tomar em consideração na abordagem ao tema das
bibliotecas digitais. Apesar do termo usado poder transmitir uma perspectiva
apenas centrada na biblioteca, pretende-se demonstrar que o contexto e os
conceitos em causa podem e devem ser da mesma forma alargados aos arquivos e
museus. O artigo inicia-se com uma resenha histórica dos principais momentos e
factos que contribuíram para a relevância do paradigma digital nestes meios. É
apresentado de seguida um diagnóstico do momento e expectativas actuais para o
futuro próximo, incluindo uma descrição dos principais desafios na agenda
actual. Nestas análises são levadas em consideração argumentações considerando
igualmente factores tecnológicos, organizacionais e políticos. Dada a longa
lista de temas, por falta de espaço os mesmos são intencionalmente
apresentados de forma simples e minimalista, visando antes de tudo
proporcionar ao leitor não definições ou descrições complexas, mas antes
pistas e referências para exploração futura.
Margarida Cardoso,
Rosália Cera,
Maria Joaquina Barrulas -
Cidadania e apropriação do digital

Analisam-se alguns indicadores sócio-demográficos, à luz de conceitos como o
de literacia digital e consumo, no sentido de compreender elementos relevantes
da sociedade da informação em Portugal.
Maria Manuela Gomes de
Azevedo Pinto
-
Da acção à informação: o desafio digital
A
presente comunicação tem como principal objectivo a apresentação da reflexão
desenvolvida em torno dos novos modelos de Gestão de Informação, nomeadamente
no que concerne a “modelos de análise do documento electrónico”, teoricamente
enquadrada na área do conhecimento da Ciência da Informação.
Em plena
Sociedade da Informação, um dos maiores desafios que se coloca às organizações
e à comunidade dos profissionais da informação é, sem dúvida, o da gestão da
informação em ambiente digital. Reflectindo o nosso posicionamento no
paradigma pós-custodial e cientifico-informacional e a mais valia dos
resultados da intensa mobilização internacional no âmbito do documento
electrónico, apresentamos uma proposta de enquadramento e de
releitura/utilização de “ferramentas” como o “Template for analysis”
desenvolvido no âmbito da Authenticity Task Force do projecto
InterPARES. Partindo da tradicional relação existente entre a Diplomática e a
Arquivística e do “cruzamento” teórico-metodológico que tem sustentado a
procura de respostas às novas questões suscitadas, procuramos ir mais além,
evidenciando a importância da determinação das
características/propriedades/elementos essenciais do nosso objecto de estudo e
trabalho, bem como a necessidade de posicionarmos e utilizarmos adequadamente
as ferramentas que áreas afins nos disponibilizam e que, no caso vertente,
poderão ser adoptadas como instrumentos auxiliares não só para a análise da
informação produzida como também para apoio/documentação do próprio processo
de concepção e desenvolvimento do sistema de gestão de informação, e
subsequente criação de meta-informação, assumindo, logo na fase de
concepção/produção, os requisitos que garantirão a autenticidade, integridade,
fidedignidade, inteligibilidade e usabilidade da informação produzida bem como
as bases para a sua preservação a longo termo e acesso continuado.
Nuno Freire,
Hugo Manguinhas,
José Borbinha -
REPOX: uma infra-estrutura XML para a PORBASE

Este artigo descreve o conceito inovador de
Repositório de Metadados, definido como uma infra-estrutura aberta para
armazenar, preservar e gerir colecções de registos de metadados. Esta
infra-estrutura é desenhada de acordo com os requisitos do modelo de
referência ISO 14721:2003 Open Archival Information System (OAIS), para
sistemas de informação abertos para arquivos com este objectivo. Um
Repositório de Metadados pode ser utilizado para gerir transparentemente
grandes volumes de metadados independentemente do seu esquema ou formato,
sendo utilizado por outros serviços que, por sua vez oferecem serviços sobre
esses mesmos dados. As suas principais funções são a submissão, armazenamento,
preservação a longo prazo e recuperação da informação. O armazenamento de toda
a informação é efectuado no sistema de ficheiros local, em estruturas XML,
garantindo assim o máximo de independência em relação ao ambiente
computacional. A relevância e viabilidade deste conceito são demonstradas
através do sistema operacional REPOX instalado na Biblioteca Nacional, onde se
gerem colecções de metadados bibliográficos e de autoridade do catálogo
colectivo PORBASE, e metadados descritivos e de autoridade do sistema de
informação do Arquivo da Cultura Portuguesa Contemporânea. O sistema REPOX
suporta já um número considerável de serviços na Biblioteca Nacional, com
destaque para os serviços de OAI-PMH e Z39.50 da Biblioteca Nacional Digital (BND)
e da PORBASE, o serviço URN.PORBASE.ORG, a interface para o serviço Google
Scholar, assim como outros serviços internos de suporte à operação e controlo
de qualidade na PORBASE e de publicação dos metadados da BND. O REPOX permitiu
o desenvolvimento flexível de todos estes serviços de um modo independente das
características dos restantes sistemas de informação que suportam os processos
de criação e manutenção dos metadados em si.
António Sá Santos,
Adalberto Barreto
-
Bibliotecas digitais e Direito de Autor: até
onde podemos ir?

Até aos anos 60 do séc.
passado as bibliotecas conviveram pacificamente com o Direito de Autor. O
despertar de necessidades de informação por parte dos utilizadores, a que se
pode juntar o aumento da produção científica e literária, aliadas às novas
tecnologias, trouxeram o choque inevitável com o Direito de Autor.
Inicialmente com a proliferação de fotocópias, e actualmente com enfoque nos
suportes digitais, este conflito atingiu outras dimensões. A criação de
e-libraries é o mais recente desafio a este equilíbrio instável. Com esta
comunicação pretendemos, sobretudo, apresentar os princípios essenciais que
devem presidir à constituição de uma biblioteca digital, nesta conjuntura, e
que propostas estão a surgir no terreno como tentativa de resolução do
conflito. Projectos como Google Print, o Gallica ou a Biblioteca
Digital Mundial são alguns exemplos a considerar.
Fernanda
Maria Guedes de Campos,
Maria de Lurdes Saramago -
Preservação digital de longo prazo em
instituições patrimoniais: reutilização e adaptação de metadados

O
meio digital tem vindo a definir-se ao longo do últimos anos, como
preferencial durante a criação e troca de informação, contudo verifica-se
ainda a existência de algumas limitações no que diz respeito à sua preservação
para que possa ser recuperado dentro de 20 ou 50 anos.
Cada recurso digital armazenado deve ser enquadrado por metadados de forma a
que a sua descrição para preservação futura esteja estruturada. Os metadados
de preservação devem conter informação descritiva de carácter bibliográfico,
estrutural e administrativo. Chamamos a atenção para o modelo OAIS (Open
Archive Information System), que tem vindo nos últimos 4 anos a ser adaptado
por um vasto grupo de comunidades, dadas as suas potencialidades para um
enquadramento de aplicação alargada. Este modelo encontra-se em fase de
auscultação de resultados e revisão.
Analisam-se os resultados do grupo de trabalho PREMIS (Preservation Metadata:
Implementation Strategies Working Group) subsidiado pela OCLC/RLG e instalado
na Biblioteca do Congresso. Este grupo tem vindo a observar e discutir a
selecção e adaptação de matrizes de metadados consideradas eficazes dentro das
comunidades.
A
actividade do grupo ICABS-CDNL (IFLA-CDNL Alliance for Bibliographic
Standards) também ele envolvido nesta matéria constitui de igual forma motivo
de estudo e desenvolvimento nesta comunicação.
Pretende-se que os esquemas de metadados de preservação e seus conteúdos sejam
exaustivos e percorram todo o ciclo de vida dos recursos digitais. Uma parte
será criada através de software, sem recurso ao elemento humano, mas outra
necessita de ser processada por pessoal especializado. Nenhum esquema de
metadados é perfeito e deverá sempre ponderar-se a possibilidade de
interoperabilidade através do estabelecimento de crosswalks. O esquema
RDF permite a reutilização e permuta de diversos vocabulários, contudo é
indispensável o estabelecimento prévio de critérios para a sua reutilização.
Francisco
Barbedo,
Luís Corujo,
Rui Castro,
Luís Faria,
José Carlos Ramalho, Miguel
Ferreira -
RODA: Repositório de Objectos Digitais
Autênticos

Um Arquivo Digital é uma
estrutura que compreende tecnologia, recursos humanos e um conjunto de
políticas para incorporar, gerir e acessibilizar, numa perspectiva continuada,
objectos digitais de natureza arquivística. A informação de arquivo
distingue-se de qualquer outra pelo facto de ser produzida com o propósito
primário de constituir prova de uma actividade organizacional. Por esse facto
a sua estabilidade e perenidade têm que ser asseguradas de forma a garantir as
suas propriedades básicas ao longo do tempo: integridade, fiabilidade e
autenticidade. Tudo isto é complicado pelo facto de o objecto digital ser
extremamente volátil. Dependente de um sistema intermediário (software e
hardware) integrado numa indústria altamente competitiva e evolutiva,
observam-se prazos de retrocompatibilidade assegurados pelas empresas
desenvolvedoras da ordem dos 5 anos. Isto significa que 5 anos é sensivelmente
o período de “auto-preservação” dos objectos digitais.
Neste contexto a prática de
preservação digital deverá entrar nos planos de actividades e preocupações das
instituições. O problema reside em como guardar de forma operacionalmente útil
os objectos digitais que irão ser necessários às actividades da Organização
durante períodos de tempo muito superiores ao prazo de “auto-preservação?
O RODA (Repositório de
Objectos Digitais Autênticos) é um projecto lançado pelo Instituto dos
Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (Brevemente Direcção Geral de Arquivos –
DGARQ) que conta com a colaboração da Universidade do Minho e que pretende
abordar de forma sistemática estas questões no intuito de vir a colmatar um
vazio actualmente existente relativamente à gestão continuada de objectos
digitais.
Cláudia Nogueira
- Aplicação do MoReq ao Sistema de Gestão de
Arquivos Audiovisuais Digitais do Senado Federal

O Senado
Federal criou um Centro de Documentação Multimídia (CEDOC Multimídia)
destinado a digitalizar, armazenar, catalogar e preservar o seu acervo
audiovisual.
Foi
adquirida solução integrada de hardware e software, a qual está em fase de
adaptação à realidade do Senado Federal. O desenvolvimento do novo sistema,
chamado SISDIGITAL (Sistema de Gestão de Arquivos Audiovisuais Digitais), a
partir das orientações do CEDOC Multimídia, respeitará padrões internacionais,
como o Modelo de Requisitos para Gestão de Arquivos Eletrônicos (MoReq). A
aplicação dos requisitos do MoReq ao SISDIGITAL deve resultar no adequado
nível de confidencialidade e integridade, a partir da combinação das vantagens
do processo de trabalho digital com a teoria clássica de gerenciamento de
arquivos. Como a especificação do MoReq é muito ampla, é fundamental o ajuste
para o caso específico do Senado Federal.
Este
trabalho pretende apresentar um resumo do emprego do Moreq - na elaboração do
SISDIGITAL, no que se refere à captura; classificação; avaliação e destinação;
funções administrativas; controle e segurança; usabilidade; inteoperabilidade
dos documentos.
Mónica Queiróz,
Marta Marques -
RevelarLx – O Espaço e O Tempo

RevelarLx é a designação para o projecto desenvolvido pelo Departamento de
Bibliotecas e Arquivos da Câmara Municipal de Lisboa, que pretende construir
um portal de informações variadas sobre a cidade de Lisboa.
RevelarLx está inserido no projecto LIGHT, co-financiado pela União Europeia,
e que visa destacar o papel das Bibliotecas Públicas enquanto centros
comunitários de criação, difusão e promoção do Património Cultural
Local, no qual participam cinco Bibliotecas Públicas de diferentes regiões
europeias, Veria (Grécia); Roskilde (Dinamarca); Bolonha (Itália); Bekes
(Hungria) e Lisboa.
O
projecto nasce da ideia de revelar o imenso e inexplorado património
geográfico e histórico da Cidade, cruzando a variada informação existente nas
duas instituições do Departamento: Bibliotecas e Arquivos, cujas colecções são
a base informativa deste projecto. A sua disponibilização em linha,
interactiva, acompanha os novos comportamentos do público, que utiliza as
pesquisas nos sítios web como ferramentas primeiras e essenciais na sua busca
de informações.
Partindo de uma concepção simples, revelar o passado de Lisboa, procurou-se
criar um portal de consulta facilitada, mas complexo no nível e na qualidade
da informação. Conciliando estas exigências, a construção dos conteúdos estará
sempre em constante inovação, resultante da natureza do próprio portal. É que
a produção dos conhecimentos e dos acontecimentos sobre Lisboa estão sempre a
acontecer, e o projecto pretende acompanhar esta evolução. Sendo assim, e
considerando o vasto trabalho de reunir e organizar todos os factos e as
histórias, a artes e a literaturas, que se conhecem sobre Lisboa, optou-se por
se desenvolver o projecto pelas datas marcantes da história de Lisboa.
Partindo da efeméride Restauração de 1640,
construiu-se um exemplo do que se pretende para o sítio: associar
acontecimentos aos locais que os assistiram, e associar locais aos
acontecimentos que os tornam memoráveis, com recurso à documentação existente
e disponibilizada por Bibliotecas e Arquivos Municipais.
Judite Canha Fernandes
-
Informação e igualdade de oportunidades:
narrativa de um caso prático

Propomos nesta comunicação descrever em síntese o
processo de concepção, construção, implementação e animação do CIPA - Centro
da Informação, Promoção e Acompanhamento de Políticas de Igualdade, que
resultou de uma candidatura ao Programa de Iniciativa Comunitária INTERREG III
B - Açores, Madeira e Canárias, no âmbito do Projecto "VIOLETA". Nos Açores, o
"VIOLETA" foi promovido pelo Instituto de Acção Social e gerido pela Novo-Dia,
Associação para Mulheres e Jovens em Risco. Após a conclusão do projecto,
tornou-se uma valência da Associação Novo Dia e conta com três técnicas
afectas: uma técnica superior BAD (a tempo parcial), uma socióloga e uma
animadora sociocultural (a tempo inteiro). O CIPA tem o seu espaço físico em
São Miguel, Açores, e o seu catálogo disponível em www.cipavioleta.org.
Enquadra-se na definição de “Centro de Documentação Especializado”, embora
face ao contexto contemporâneo da Sociedade da Informação, seja melhor
definido com um Centro de Informação com uma valência de biblioteca
tradicional e digital (mista). Disponibiliza informação nas seguintes áreas
temáticas: Antropologia; Ciência; Conflito social/Violência; Direito; Família;
Gestão; Estatística/demografia; Filosofia; Língua/Literatura; Media; Política;
Política da União Europeia; Saúde; Sexualidade; Sociologia; Teologia/Religião
e Trabalho O CIPA trabalha com informação, mas também com coeducação, estudos
sociológicos e apoio jurídico, disponibilizando os seguintes serviços: Centro
de Documentação/Informação em matéria de igualdade de oportunidades;
Esclarecimento e aconselhamento (jurídico) no âmbito da igualdade de
oportunidades; Acções de sensibilização a jovens e população em geral; Acções
de formação a docentes e outros/as técnicos/as nas escolas, e à Administração
Pública regional; Cursos, encontros e seminários em matéria igualdade de
oportunidades, para a população em geral; Realização de diagnósticos e estudos
nos Açores sobre igualdade de oportunidades e igualdade de género. É nosso
objectivo neste artigo partilhar os desafios, “altos e baixos”, aprendizagens
e descobertas deste processo até agora, considerando dois princípios básicos:
informação como uma ferramenta para a mudança e empowerment das pessoas
e das sociedades e os processos como histórias de aprendizagens em
desenvolvimento.
Filipe
Manuel dos Santos Bento -
ColCat: integrar para facilitar

ColCat (http://cc.doc.ua.pt):
sistema de pesquisa meta-bibliográfica distribuída; pesquisa simultânea e
integrada nos catálogos de várias bibliotecas nacionais e estrangeiras de
referência.
Os motores de pesquisa na web
têm a informação nas suas bases de dados limitada à web superficial (visible
web), conjunto de páginas estáticas ou páginas cujo conteúdo é sempre o
mesmo para uma determinada URL. Os diferentes conteúdos que uma página
dinâmica pode ter, que variam de acordo com uma pesquisa ou acção do
utilizador, não são visíveis para os spiders dos motores de pesquisa de
páginas web como o Google ou o Sapo. É por isso que estes conteúdos se dizem
estar na web profunda (tradução livre de "deep web") ou web invisível (invisible
web). O ColCat pesquisa e recupera os conteúdos que estão na chamada web
profunda dos OPACs, sem uma recolha prévia: para os OPACs que não dispõem de
meios de acesso directo para pesquisa e recuperação de registos, via z39.50 ou
web services, o ColCat simula a interacção de um utilizador humano com
os servidores remotos. Isto permite adicionalmente que, se um registo fôr
adicionado num desses servidores remotos, no segundo imediato a mesma pesquisa
no ColCat já o apresenta, caso este corresponda ao que se está a pesquisar.
Motivação, enquadramento, desenvolvimento,
divulgação, funcionalidades, demonstração, futuro e curiosidades, são os
tópicos principais desta apresentação. Vantagens e desvantagens de cada método
são apresentadas na análise comparativa "Pesquisa Integrada versus Integração
de Registos". Um terceiro método, modelo entre os dois anteriores, Integração
de Registos via Metadata Harvesting, é apresentado.
Bruno Duarte
Mendes Eiras -
Uma janela para o mundo: bibliotecas e
bibliotecários em meio prisional
Apesar de já estarem previstas em Leis e Regulamentos, as bibliotecas de
estabelecimentos prisionais são uma realidade relativamente recente em
Portugal. Enquanto elemento determinante no processo de reinserção social dos
reclusos, o papel da biblioteca tem sido relegado para segundo plano.
Ao
longo dos tempos vários esforços têm sido realizados de forma a apetrechar
convenientemente este tipo de equipamentos sócio-culturais, procurando
acompanhar uma nova visão estratégica do espaço de reclusão no seu conjunto.
Através da apresentação do estado da arte sobre este assunto será referida a
orgânica das bibliotecas de estabelecimentos prisionais em Portugal, fazendo a
sua caracterização e indicando as suas principais funções. Recorrendo às
diversas normas internacionais criadas pelas principais organizações de
bibliotecas e de bibliotecários referem-se as condições mínimas para um
correcto funcionamento. São também abordadas as competências dos
bibliotecários prisionais e os diferentes modelos de funcionamento das
bibliotecas de estabelecimentos prisionais.
Gercina
Angela Borém Oliveira Lima -
Modelo hipertextual - mhtx: um modelo para
organização hipertextual de documentos

Pesquisa aplicada
sobre a construção e implementação de um protótipo
semanticamente estruturado para auxiliar a organização e
representação do conhecimento humano em hipertextos, com base em quatro
referenciais: a Teoria da Análise Facetada (TAF),
a Teoria dos Mapas Conceituais, a estrutura semântica de links
hipertextuais e as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT). O protótipo, denominado Modelo Hipertextual
para Organização de Documentos (MHTX), é formado por uma estrutura semântica
denominada Mapa Conceitual (MC) e um Sumário Expandido (SE), este último
consistindo de um instrumento formado a partir do sumário de uma tese de
doutorado selecionada, ao qual se agregaram pontos de acesso. Posteriormente,
espera-se que este protótipo seja utilizado para implementar a
BTDECI – UFMG (Biblioteca de Teses e
Dissertações do Programa de Pós-Graduação da Escola de Ciência da Informação
da UFMG).
Maria Margarida
Lopes,
Nuno Freire,
Dulce Fontes,
Hugo Manguinhas,
José Borbinha
- UNIMARC: estudo da sua utilização na PORBASE

O UNIMARC é o formato normalizado utilizado
na PORBASE para troca de dados bibliográficos com as bibliotecas cooperantes,
sendo também utilizado pelos sistemas de gestão documental de grande parte das
bibliotecas em Portugal. É uma norma complexa, da família de formatos MARC –
MAchine-Readable Cataloging, que define um elevado número de elementos tanto
para uso generalizado como para utilização específica. Este artigo apresenta
uma análise da frequência da utilização dos elementos do UNIMARC, campos e
subcampos, levada a cabo sobre a totalidade dos registos da PORBASE.
Apresenta-se também uma comparação com os resultados de um estudo semelhante
publicado para o formato MARC21 numa amostra de registos da OCLC, em que se
detectam semelhanças relevantes, o que pensamos valida assim ambos os estudos.
Espera-se que as conclusões desta análise sejam importantes para a manutenção
e evolução das Regras Portuguesas de Catalogação, das recomendações e opções
internas da PORBASE, e ainda para as actividades relacionadas da IFLA,
especialmente do programa ICABS (IFLA-CDNL Alliance for Bibliographic
Standards), em que a BNP (Biblioteca Nacional de Portugal) tem um papel
relevante como coordenadora das actividades UNIMARC.
Hugo
Manguinhas,
José Borbinha,
Nuno Freire -
O manual UNIMARC em linha

O
UNIMARC é uma família de formatos para representação de informação
bibliográfica incluindo informação descritiva, classificação, autoridades e
existências. Este artigo descreve uma iniciativa para a manutenção e
publicação das descrições deste formato em diferentes línguas, versões,
formatos e media. Este trabalho encontra-se integrado numa actividade
pertencente a um projecto mais amplo para desenvolvimento de um “Metadata
Registry” internacional para o formato UNIMARC, no âmbito do programa ICABS.
António
Sousa,
Maria João Pires de Lima,
José Carlos Ramalho,
Luís Miguel Ferros
-
Consulta real em ambiente virtual:
implementação de uma sala de referência e leitura virtual num arquivo

Apresenta-se o contexto em que foi concebido o
projecto "Consulta Real em Ambiente Virtual" [1], nomeadamente a sua relação
com os projectos anteriores do Arquivo Distrital do Porto (DigitArq) e a
premência de "actualizar" o relacionamento do Arquivo com os seus utilizadores
aproveitando as possibilidades que as tecnologias oferecem e que o "mercado"
potencia. Refere-se a sua inserção na sociedade do conhecimento e o uso dos
actuais instrumentos tecnológicos e organizacionais, devidamente adequados e
ajustados às instituições culturais e aos bens que custodiam e disponibilizam,
visando um serviço público de qualidade e mais próximo dos cidadãos.
Apresentam-se os requisitos e especifica-se a
estrutura das actividades e funções que compõem esta sala de referência e
leitura virtual, quer as que se relacionam directamente com os utilizadores (a
pesquisa, a gestão dos pedidos, o apoio na referência), quer as internas
(controlo dos serviços solicitados; optimização de recursos, obtenção de dados
de gestão), realçando as alterações organizacionais que resultam da utilização
das TIC.
Pretende-se destacar o novo patamar inovacional
consentâneo com o desenvolvimento tecnológico apontado para a sociedade,
respondendo desde já aos propósitos da implementação do fornecimento, remoto e
local, de reproduções digitais de documentos, certificadas em ambiente
electrónico/digital. Cuida, assim, da relação interactiva da Instituição com
os cidadãos usando as tecnologias e processos disponíveis, implementadas
noutras áreas de actividade mas ainda não em uso nas instituições culturais.
Consideram-se, ainda, os aspectos que se inserem
na implementação do "governo electrónico" e do "comércio electrónico", áreas
fulcrais na modernização das instituições e dos serviços de arquivo.
Finalmente, abordam-se os aspectos decorrentes da
implementação da sala de referência e leitura virtual, dos seus desafios e das
questões relacionadas com o acesso e a prestação de serviços pela inovação que
lhes aporta, realçando-os no contexto das organizações de arquivo, da
Administração Pública e da sociedade portuguesa.
Luisa Azevedo
Proença -
Desenvolvimento de uma aplicação informática de
gestão de arquivos históricos e intermédios em parceria: o caso X-arq

Neste trabalho propomo-nos apresentar uma memória
descritiva da construção da aplicação de gestão integrada de arquivos
históricos e intermédios, X-arq, bem como o levantamento das mudanças
que a sua implementação introduziu nas rotinas de funcionam o da Divisão de
Gestão de Arquivos da Câmara Municipal de Lisboa. Tentaremos analisar como, em
5 anos, se chegou ao estado actual, caracterizado pela existência de uma
interface Web de pesquisa, com a informação sensível protegida por
diferentes sistemas de segurança, a integração com a digitalização bem como
com outros sistemas de gestão de informação, como seja o que diz respeito aos
processos de obra e, uma resposta às solicitações dos cidadãos mais
respeitadora das suas necessidades em termos de tempo útil e custos. Por
último, será mencionado o recurso à estatística para a avaliação objectiva do
desempenho, permitindo que os componentes de atendimento e tratamento
documental não sejam estáticos mas sim um sem-fim de ajustes e reajustes às
necessidades emergentes.
Júlia Maria Maia Costa,
José Maria Correia
-
ARQUESOC - Arquivo Histórico na Área Económico
Social - um arquivo ao encontro do conhecimento

No
intuito de preservar e divulgar os fundos arquivísticos históricos do antigo
Ministério das Corporações e Previdência Social à guarda do Centro de
Informação e Documentação da Direcção geral de Estudos Estatística e
Planeamento do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social apresenta-se o
Projecto ARQUESOC, disponível no sítio da DGEEP que consiste, para além de
todo um tratamento arquivístico da documentação a nível físico, na sua
digitalização e disponibilização total através de um portal em linha criado
para o efeito.
Estes fundos arquivísticos, únicos no País, remontam essencialmente ao
Estado Novo e são entre outros: Associações de Classe, Junta de Acção Social,
Serviços de Acção Social, Inspecção aos Organismos Corporativos, Instituto de
Seguros Sociais Obrigatórios.
Cláudia de J. Medeiros Santos -
O despontar dos arquivos nos
Açores: a aposta dos municípios de S. Miguel

Pela presente comunicação proponho-me dar a conhecer a situação actual dos
Arquivos Municipais da ilha de S. Miguel, nos Açores. Farei referência à
recente aposta dos Municípios de Ponta Delgada e Ribeira Grande em melhorar a
eficácia do funcionamento dos seus Serviços de Arquivo, fazendo, assim,
antever uma nova era pautada pela transparência da Administração Pública e da
sua proximidade aos cidadãos.
Nesta comunicação traçarei, ainda, as linhas de actuação, na área dos
arquivos, dos Municípios acima referidos e dos restantes quatro, através da
apresentação dos resultados de um questionário que lancei.
Nas conclusões a apresentar, solicitarei a todos os presentes uma reflexão
conjunta sobre os caminhos a seguir para o desenvolvimento de uma verdadeira
rede de Arquivos Municipais da Região.
Anabela
Ribeiro,
Pedro Penteado
-
Disponibilização de descrições e imagens
digitais: a experiência da Torre do Tombo

A primeira experiência de
disponibilização de descrições e imagens digitais de documentos de arquivo na
Torre do Tombo (TT) centrou-se em torno do Projecto “TT online”. A comunicação
começa por elencar o enquadramento, opções e resultados deste Projecto, que
viria a constituir uma base de conhecimento imprescindível para alguns dos
principais desenvolvimentos que vieram a ocorrer no domínio do acesso online à
informação/documentação, na TT, desde esse momento até a actualidade. A
experiência adquirida permitiu ainda a elaboração de orientações e a melhoria
do apoio técnico, por parte do IAN/TT – serviços centrais, aos organismos
envolvidos em projectos idênticos, nomeadamente no âmbito do POC, bem como a
arquivos distritais e regionais que estão em processo de implementação de
soluções deste tipo e a entidades externas envolvidas em parcerias com o
Instituto.
A comunicação aborda ainda o
papel do “TT online” como plataforma de acesso às descrições de documentação
que foram objecto de migração de anteriores bases de dados do Instituto, as
novas soluções tecnológicas utilizadas no recente Projecto “ID_on”, bem como
em projectos de colaboração inter-institucional nos quais o IAN/TT está
envolvido, desde aquelas que vêm permitir o alargamento do acesso às fontes
arquivísticas com recurso a tecnologias inovadoras no campo do tratamento de
imagens ou da implementação de sistemas de pesquisa de referência geográfica.
Por fim, referem-se algumas perspectivas actuais de desenvolvimento do modelo
de disponibilização existente.
Edna Carvalho,
Rosa Maria Gonçalves Vasconcelos -
Tratamento e conversão de documentos digitais:
a experiência do Senado Federal – Brasil

O Senado Federal é
guardião de inestimável acervo audiovisual, que inclui áudio, imagens em
movimento, fotografias, documentos electrónicos e matérias impressas. Os
registros geram um crescimento exponencial no volume de médias, considerando a
intensificação dos trabalhos legislativos e a implantação de um complexo
próprio de comunicação social, com emissoras de rádio e TV, agências de
notícias na Internet e jornal impresso.
Ao atribuir à
digitalização a condição de opção única para garantir a integridade e o acesso
devido ao acervo, foram abertas possibilidades e enfrentados instigantes
desafios. O trabalho objectiva apresentar um panorama do processo de
digitalização desses documentos por meio de equipamento especializado
(hardware) e de um sistema (software), adquiridos pelo Senado, para proceder à
gestão e digitalização do acervo.
A compra do sistema de
armazenamento digital deu ao Senado Federal as condições para que a
digitalização pudesse ser compreendida como um processo estratégico de gestão
arquivística, que agora passa a ser gerido por uma nova unidade administrativa
recentemente acrescentada à estrutura da Casa, o Cedoc Multimídia.
Além disso, a
iniciativa propicia e estimula a observância cautelosa dos processos de
migração dos formatos analógicos para o digital, e impõe à própria instituição
a construção de uma cultura integrada e normalizada de tratamento documental,
para evitar a perda dos documentos, memória e herança da humanidade. E mais:
consolida a ideia de que os documentos audiovisuais romperam a fronteira de
“documentos especiais”.
A responsabilidade
imposta ao CEDOC Multimídia foi assumida com coragem por considerar que, para
além das máquinas e dos programas de computador são as pessoas que fazem a
diferença, diante de mudanças e descobertas que ocorrem em ritmo vertiginoso,
e são eles – os profissionais da era da informação – que poderão garantir às
gerações futuras património tão valioso.
Maria Inês
Cordeiro -
Código aberto e livre acesso: uma nova cultura
na gestão de recursos?

A proliferação de
projectos e iniciativas quer no âmbito do chamado software livre quer na
defesa do livre acesso às publicações tem vindo a sublinhar uma noção de bem
público, tendencialmente aberto, relativamente a dois tipos de componentes
essenciais para os objectivos das bibliotecas: os recursos de informação, por
um lado, e os recursos tecnológicos para a sua gestão e acessibilidade, por
outro. Com uma larga expressão social e significativa carga ideológica,
intimamente ligadas à expansão da Internet, esta nova cultura do “acesso”
encontra terreno fértil na coincidência com os ideais e função social das
bibliotecas. O fenómeno é, no entanto, mais complexo que esse ideais e não tem
as mesmas raízes. Importa conhecer as suas motivações e mecanismos sociais,
para que alguns efeitos conceptuais menos realistas não se sobreponham criando
expectativas que podem não favorecer as estratégias e a gestão dos recursos de
informação e de tecnologias das organizações. Nesse sentido, esta comunicação
introduz os temas do código aberto e do livre acesso explorando a sua
inter-relação para expor o significado geral que assumem enquanto expressão de
uma tendência que vai muito para além de aspectos técnicos sem deixar de os
envolver. Ao mesmo tempo, sugere-se uma reflexão sobre as implicações desse
significado para a concepção e gestão de serviços de biblioteca.
Maria Teresa Costa
-
Biblioteca do Conhecimento online: pela
construção da sociedade do conhecimento

O
acesso à informação é condição sine qua non para o exercício de uma
cidadania efectiva. Neste sentido, têm sido desenvolvidas ao longo dos últimos
anos iniciativas que visam promover a generalização do acesso à Sociedade da
Informação e do Conhecimento. É nesta dinâmica que surge a Biblioteca do
Conhecimento Online (b-on) que tem procurado tornar-se um instrumento
fundamental de acesso ao conhecimento para a comunidade académica e científica
nacional.
Com a b-on passou a ser possível a toda a
comunidade científica e académica nacional – professores, investigadores e
estudantes – um acesso facilitado aos artigos em texto integral de um conjunto
relevante de publicações científicas publicadas por algumas das mais reputadas
editoras e titulares de bases de dados científicas internacionais,
explorando-se economias de escala possibilitadas pela compra centralizada de
conteúdos.
Volvidos mais de dois anos de funcionamento, sentiu-se a necessidade de
implementar um Programa de Avaliação para avaliar o desempenho da b-on no que
respeita à qualidade dos produtos e serviços disponibilizados à comunidade e à
satisfação das entidades promotoras, membros e utilizadores.
Para tal foi realizado um diagnóstico através da análise PEST (que tem em
conta quatro elementos do ambiente externo: Políticos, Económicos,
Sociais e Tecnológicos), da análise SWOT (Stregths, Weaknesses,
Opportunities e Threats), da análise TOWS (Threats, Opportunities,
Weaknesses e Stregths) e de inquéritos à comunidade académica e
científica de utilizadores da b-on. A percepção da opinião da comunidade
permitiu a obtenção de dados importantes sobre pontos fortes e fracos, bem
como das oportunidades e ameaças que possibilitam a definição de linhas de
acção a adoptar no futuro para que a b-on possa, da melhor forma, responder
aos desafios que enfrenta.
Esta comunicação começará por fazer uma descrição geral da b-on nas suas
diferentes facetas, dando depois ênfase ao programa de avaliação em curso e
desafios futuros.
Ana Amaral,
Francelino Nunes
-
A Rede de Centros de Recursos em Conhecimento:
uma experiência de partilha de recursos em conhecimento

O objectivo deste trabalho é analisar o processo
de criação e desenvolvimento da Rede de Centros de Recursos em Conhecimento (RCRC)C,
enquanto projecto inovador de cooperação no sector da formação profissional.
A metodologia seguida consistiu, em primeiro
lugar, na caracterização dos Centros de recursos em Conhecimento (CRC) e o seu
papel na Sociedade da Informação, enquanto células de uma entidade mais vasta
que é a RCRC, e em segundo lugar, a criação e desenvolvimento da Rede e dos
seus instrumentos de cooperação, nomeadamente, o CRC Virtual, a Base FORMEI,
os Grupos de Trabalho e os Encontros da Rede. Por fim, uma reflexão sobre os
aspectos positivos e negativos verificados no decurso do projecto.
A questão fulcral a que nos propomos responder é a
de saber em que medida diferentes infra-estruturas que actuam no mesmo sector
de actividade podem cooperar e partilhar recursos e serviços, tendo em vista a
satisfação das necessidades dos públicos-alvo, entendidos como “os teus
clientes meus clientes são”.
Francisco Correia
-
Rede de Informação do INE em bibliotecas do
Ensino Superior

O Instituto Nacional de
Estatística (INE), trave mestra do Sistema Estatístico Nacional, tem por
missão produzir e divulgar informação estatística oficial de qualidade.
No âmbito desta missão, foi
criada a “Rede de Informação do INE em Bibliotecas do Ensino Superior”, que
abrange todos os distritos de Portugal continental e integra, presentemente,
vinte e dois pontos de acesso, onde qualquer cidadão interessado pode aceder à
informação difundida pelo INE.
Inês Morais Viegas,
Irene Catarino
-
A digitalização dos processos de obra do
Arquivo Municipal de Lisboa
Através da presente comunicação é nosso objectivo
apresentar os resultados provenientes do Projecto de Digitalização dos
Processos de Obra do Arquivo Municipal de Lisboa. Trata-se da exposição de um
caso prático onde se procura, primeiramente, responder ao porquê de se ter
dado início a este projecto, com a documentação mais relevante do Arquivo
Intermédio: os Processos de Obra, como se processou e de que forma.
Pretende-se demonstrar como o recurso às novas tecnologias permite melhorar o
acesso à informação, simplificar procedimentos, diminuir tempos de espera e,
simultaneamente, partilhar a informação pelos diferentes tipos de
utilizadores. Deseja-se, desta maneira, revelar os objectivos que estão por
detrás deste Projecto e as consequências que este teve no âmbito do controlo,
gestão e recuperação da informação.
Milton Silva,
Sandra Domingues -
Séries cartográficas portuguesas: um projecto
de partilha institucional de recursos para uma nova rede de informação
A informação cartográfica possui características
específicas, de formato e de conteúdo, que levantam aos sistemas documentais
questões técnicas que não estão contempladas nas regras e normas
biblioteconómicas nacionais, assim como existem em Portugal poucos técnicos de
biblioteca e documentação que se dediquem a esta área e que tenham assento nas
comissões técnicas de normalização do tratamento documental, nacionais e
internacionais.
O Projecto do Tratamento Documental das Séries
Cartográficas de Portugal Continental e Ilhas representa um esforço
interinstitucional do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa
(GEG) e do Instituto Geográfico do Exército (IGeoE), no sentido de unir meios
técnicos em prol da divulgação e disponibilização desta informação. Como
produtor de cartas topográficas, o IGeoE fornece, com recurso às mais recentes
tecnologias, informação geográfica de base, fundamental às mais diversas
actividades. Por seu lado, a Mapoteca do CEG reúne um valioso espólio com
cerca de 50 000 documentos dos séculos XIX a XXI, que disponibiliza aos seus
investigadores, aos alunos das licenciaturas, mestrados e cursos de
doutoramento do Departamento de Geografia e de outros Departamentos da
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, bem como a outros estudantes
universitários e investigadores nacionais ou estrangeiros.
Da comunhão de interesses e da união dos esforços
destas instituições surge o Projecto que aqui se apresenta e cujo objectivo é
aproximação entre utilizadores e informação, através da construção de uma base
de dados e de imagens com recurso às novas tecnologias.
Lucília Runa -
Orientações para a descrição arquivística:
normalizar para partilhar e recuperar

A elaboração de Orientações
para a descrição arquivística (ODA, como são conhecidas na gíria
dos profissionais da área), constituiu uma das prioridades do IAN/TT, com o
objectivo fundamental de dotar a comunidade arquivística portuguesa de um
instrumento de trabalho conforme às normas de descrição internacionais.
Tal preocupação surge no
contexto da resposta das comunidades arquivísticas dos diferentes países à
crescente necessidade de normalizar a descrição, para melhor promover a
partilha e a recuperação da informação, a nível nacional e internacional,
facilitada pelo crescente recurso às Tecnologias da Informação.
Promovendo a elaboração de
descrições consistentes, apropriadas e auto explicativas; permitindo a
integração de descrições elaboradas por diferentes entidades detentoras num
sistema unificado de informação; facultando o acesso à documentação através do
respectivo contexto de produção, ou seja, através da descrição dos produtores;
facilitando o acesso à informação pertinente, através da utilização de pontos
de acesso normalizados, as ODA constituem uma das pedras de base para a
construção de uma Rede Nacional de Arquivos.
O esforço desenvolvido pelo
IAN/TT para a sua divulgação, análise crítica, implementação e posterior
recolha de informação para futuras revisões, visa tornar realidade a palavra
de ordem assumida pelas ODA: “Orientações de todos para todos…”. Visa,
igualmente, incentivar a discussão e o debate entre os arquivistas. Mas
pretende, também, através da elaboração de um diagnóstico sistemático dos
principais problemas relacionados com a descrição e com as áreas afins,
definir áreas de intervenção prioritárias.
Neste sentido, as ODA
assumem-se claramente como um ponto de partida, e para além do balanço do
trabalho de elaboração, divulgação e implementação, urge considerar as
perspectivas e as expectativas de trabalho futuras. É, pois, neste conjunto de
questões, que se centrará a presente comunicação.
Vanda Constança e Silva
-
Apesar do Google: reforçar o papel do catálogo
nas BMO

É indiscutível a
importância que a Internet tem vindo a ganhar ao longo dos anos enquanto fonte
de informação. Assiste-se a um crescente recurso aos motores de pesquisa para
recuperar informação de forma rápida independentemente da sua localização. O
Google, um dos mais conhecidos motores de pesquisa, parece ter a resposta para
todas as necessidades de informação, o que actualmente leva inúmeras pessoas a
questionar a razão de ser dos catálogos das bibliotecas. Poderá o seu futuro
estar ameaçado?
As Bibliotecas
Municipais de Oeiras (BMO) acreditam na importância da Internet enquanto fonte
de informação e meio de comunicação imprescindível, mas defendem que um bom
catálogo online é igualmente fundamental. São dois recursos que podem e devem
ser utilizados de forma complementar.
As BMO cientes da
importância de um catálogo online, enquanto instrumento para a recuperação da
informação, e consequente satisfação dos seus utilizadores, têm vindo a
desenvolver uma profunda reestruturação do seu catálogo ao nível dos conteúdos
e interface.
A tónica tem sido
colocada na disponibilização via web de serviços inovadores, na revisão
retrospectiva dos registos bibliográficos, na adopção de uma nova política de
tratamento documental e na criação de ficheiros de autoridade de autoria e de
assunto. Com a adopção destas medidas pretende-se aumentar as taxas de
recuperação de documentos e melhor servir os leitores.
O catálogo tem vindo a
incorporar inúmeras funcionalidades que o tornam mais versátil, facultando
serviços personalizados desenvolvidos à medida dos seus utilizadores, como
acontece com a difusão selectiva de informação ou a reserva e renovação de
documentos via web, pois só assim pode marcar a diferença e justificar a sua
existência.
Trata-se de um trabalho
a longo prazo que visa aproximar os leitores de todo o manancial de informação
que as BMO colocam ao seu dispor e que aqui pretendemos dar a conhecer.
Fernanda Eunice
Figueiredo,
Maria Carla Proença
-
Rede Municipal das Bibliotecas de Lisboa:
considerações sobre a gestão de colecções

A comunicação tem como objectivo contribuir para a
análise das colecções da Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa (BLX)
mediante o seu estudo, enquadrando a situação das mesmas no âmbito das
diferentes estratégias e dinâmicas de gestão que lhes têm sido aplicadas.
Procede-se a um breve enunciado do tema da gestão de colecções no contexto das
bibliotecas públicas, como forma de enquadramento da actual situação das
colecções das bibliotecas municipais de Lisboa.
Caracterizam-se, sumariamente, as referidas colecções e seu
actual modelo de gestão. Anunciam-se
os dados resultantes de uma análise em que foram aplicados
métodos de avaliação das próprias colecções, mediante o uso de estatísticas e
a comparação com listas. Efectuou-se uma segmentação, visando a identificação
de dinâmicas de relação entre colecções das BLX e o universo dos seus
utilizadores.
Tais resultados possibilitam um
conhecimento empiricamente validado sobre aspectos relacionados com o actual
processo de gestão de colecções, o qual se
pretende venha a contribuir para a avaliação mais aprofundada das colecções e
a reformulação das orientações /procedimentos em uso.
Em
conclusão, identificam-se os pontos fracos e apresentam-se os eixos de uma
futura política de gestão de colecções no âmbito do plano de redefinição do
actual sistema de bibliotecas municipais de Lisboa.
Tema 4 -
Profissionais da Informação: Educação, Ética e Intervenção Social
Helena Simões Patrício
-
Formação e educação dos profissionais da
informação europeus: uma referência mundial de qualidade até 2010?

No
contexto da Estratégia de Lisboa, a política da União Europeia para a formação
e o ensino visa transformar a Europa, até ao ano de 2010, numa referência
mundial da qualidade dos sistemas de formação e ensino. Os objectivos desta
política consistem essencialmente na constituição de um Espaço Europeu do
Ensino Superior, em estreita articulação com o Processo de Bolonha, e na
definição de um Quadro Europeu de Qualificações para a Aprendizagem ao Longo
da Vida. Visa-se assegurar a qualidade e comparabilidade dos sistemas de
ensino e formação, bem como a mobilidade de estudantes e trabalhadores no
espaço europeu. Nesta comunicação são apresentadas as principais iniciativas
de aplicação desta política comunitária ao sector da documentação e
informação, especialmente em Portugal, sendo também descritas iniciativas
internacionais como o projecto da European Association for Library &
Information Education and Research (EUCLID) relativo ao desenvolvimento de um
Curriculum Europeu em Ciência da Informação e da EBLIDA (European Bureau of
Library Information and Documentation Associations) no contexto do
desenvolvimento sectorial do Quadro Europeu de Qualificações para a
Aprendizagem ao Longo da Vida.
Antonio Carpallo Bautista
-
La formación de los bibliotecarios en las
bibliotecas públicas españolas

A formação que os bibliotecários espanhóis
recebem pode classificar-se de excelente devido, em grande parte, ao
aparecimento de estudos universitários específicos promovidos, em grande
medida, pelas Escolas de Biblioteconomia e Documentação, que começaram a
fazê-lo em 1982, sendo que as licenciaturas em Documentação iniciaram-se em
1994. Além disso, existem outras instituições públicas e privadas que formam
bibliotecários sem ter que fazer uma carreira universitária específica em
biblioteconomia.
No
presente estudo, analisam-se três entidades privadas especializadas na
formação de arquivistas, bibliotecários e conservadores de museus, que têm a
sua sede principal em Madrid, e instituições especializadas em documentação
que dão, esporadicamente, cursos especializados para bibliotecários, além de
instituições públicas como a Comunidade de Madrid e a Escola Universitária de
Biblioteconomia e Documentação da Universidade Complutense de Madrid, que dão
cursos focados exclusivamente na formação de bibliotecários.
Também descreveremos quais são os graus e licenciaturas vigentes em Espanha e
as disciplinas nelas leccionadas que nos aproximem das bibliotecas públicas e
às unidades de informação da Administração, bem como a implantação do primeiro
Master Oficial de Bibliotecas, Pós-Graduação em Ciências da
Documentação, adaptado ao Espaço Europeu de Educação Superior.
Natália Maria Antónia
-
O papel do profissional de arquivo nos
processos de desenvolvimento e inovação

Esta comunicação nasce da premente necessidade de partilhar as dúvidas que me
assaltam no dia-a-dia do trabalho de um profissional de arquivo que labora
numa instituição da Administração Local, cujos problemas são comuns a tantas
outras existentes no nosso país, quer sejam do sector público quer do sector
privado. Mas, também, da necessidade de partilhar a convicção de que podemos
fazer mais e, acima de tudo, melhor se trabalharmos em equipas
multidisciplinares, numa vertente de aprendizagem e intercâmbio de saberes e
não na perspectiva do “orgulhosamente sós” ou de que “o segredo é a alma do
negócio”.
De
que forma nós, os arquivistas, podemos contribuir e que competências temos de
desenvolver para enfrentarmos os novos desafios que se nos deparam, neste
mundo cada vez mais competitivo e globalizado?
Partindo dos pressupostos de que a inovação e o desenvolvimento, em todas as
áreas e a todos os níveis, assentam em estratégias de mudança, que a mudança
se faz com os indivíduos/cidadãos e para os indivíduos/cidadãos, os arquivos
devem tornar-se cada vez mais espaços abertos à sociedade. E o arquivista num
profissional comprometido e interventivo.
Estamos conscientes do fracasso do modelo custodial de acordo com o qual o
arquivista se encontrava no fim da cadeia documental, na sua postura de fiel
depositário da memória histórica.
Numa politica de gestão integrada de documentos e arquivos, necessária a uma
administração moderna e eficaz, o arquivista deve intervir no início da cadeia
documental, acompanhando todo o ciclo de vida dos documentos, promovendo a sua
eliminação, caso não tenha valor secundário, ou a sua integração no arquivo
definitivo.
Será esta postura interventiva e proactiva ponto assente na arquivística
nacional? Estamos todos de acordo? Que estamos a fazer na prática, tendo em
conta os novos suportes, nomeadamente os documentos electrónicos?
Maria João Amante
-
Bibliotecas universitárias: semear hoje para
colher amanhã

A
aprendizagem ao longo da vida constitui um imperativo para todas as
profissões. Por esta razão, é indispensável que os alunos dos ensinos básico e
secundário e os estudantes do ensino superior sejam capazes de localizar a
informação de que necessitam, sejam capazes de lidar com várias fontes de
informação e, mais importante ainda, sejam capazes de avaliar essas fontes de
informação.
Para que tal seja possível, e partindo do pressuposto que existe um forte
desconhecimento sobre as capacidades e as competências profissionais dos
bibliotecários por parte dos membros das organizações em que se movem, devem
os bibliotecários expandir a sua esfera de intervenção abraçando novas
funções/responsabilidades.
Com este objectivo, e situando a nossa reflexão no contexto do Ensino Superior
e das bibliotecas universitárias, são referidas algumas dessas novas funções a
que temos de ser capazes de dar corpo. Estas situam-se quer em domínios
tradicionalmente entendidos como campo de actuação dos bibliotecários (gestão
das colecções e prestação de serviços de informação) quer em domínios nos
quais as suas capacidades e competências são dificilmente reconhecidas
(tecnologias de informação, investigação, ensino/formação, edição). Igualmente
é referida a necessidade de bibliotecários e docentes desenvolverem uma
relação de parceria, devendo os primeiros concretizar um conjunto de
iniciativas enquadradas no domínio do marketing dos relacionamentos.
Manuel Pessoa,
Sandra Cosme,
Sara de Carvalho -
Para uma Epistemologia da travessia
hermenêutica

Este estudo tem como pano de fundo o levantamento
de algumas problemáticas no cerne dos princípios, objecto e metodologias da
Biblioteca contemporânea.
Assumindo uma postura de reposicionamento
mostra-se um terreno fértil para questionar as estruturas mentais que se
perpetuaram ao longo da história, procurando evidenciar a nova dinâmica da
normalização e da praxis.
A par das diferentes perspectivas
apresentadas, aborda a questão das manifestações e corpos possíveis para o
documento, “superação” do conceito tradicional de colecção,
dinâmicas de utilização.
Propõe uma abordagem hermenêutica como a metáfora
da libertação a caminhos possíveis para o recentrar do lugar do profissional
de informação.
Questiona, dentro de princípios dialógicos, os
novos modelos conceptuais e as “ferramentas” que se desenham nos espaços de
construção do conhecimento.
Num mundo dinâmico, pleno de intermitências,
interrogamos o passado para as interrogações mais prementes do presente.
Maria da Luz
Antunes -
O papel de mediador do bibliotecário de
referência na área universitária da Saúde

A
biblioteca universitária desempenha um importante papel na prossecução da
missão organizacional de uma universidade, na medida em que desenvolve os seus
valores e contribui para a realização do seu plano pedagógico e científico.
Sendo o bibliotecário de referência, neste contexto, não um mero fornecedor de
informação, mas um mediador assertivo, pró-activo e crítico para a construção
do conhecimento científico, pretendeu-se investigar e avaliar o papel de
mediação desempenhado pelo bibliotecário de referência da área da saúde,
analisado sob duas vertentes (a universitária e a hospitalar), centralizando a
sua actividade na garantia da satisfação das necessidades do utilizador com
base na utilização das tecnologias de informação e da comunicação, sem
descurar a componente ética do processo. Tomou-se como objecto de estudo a
comunidade de docentes da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa:
cerca de 250 indivíduos (profissionais da área da saúde). A técnica de recolha
de dados utilizada foi a do questionário, sendo analisado sob as vertentes
quantitativa e qualitativa. As conclusões do estudo de caso proporcionam
algumas reflexões a aprofundar: 1) o bibliotecário de referência tem
necessariamente de sair da biblioteca e colaborar na sala de aulas com alunos
e docentes; 2) na biblioteca, o bibliotecário de referência deve promover a
consultoria de informação, sendo muito valorizada a sua capacidade de
orientação da pesquisa de informação e os seus conhecimentos metodológicos de
investigação científica, bem como o interesse que manifesta pelo utilizador;
3) o utilizador continua a preferir uma pesquisa orientada pelo bibliotecário,
mas não lha confia inteiramente; 4) dependendo do valor a pagar, da urgência
da informação, da qualidade e da tipologia do serviço prestado, o utilizador
poderá ponderar a possibilidade de pagar pelo serviço de referência; 5) é
muito bem encarada a presença do bibliotecário de referência integrado na
equipa de cuidados de saúde (em ambiente hospitalar) para a actualização de
informação, para a resolução de dúvidas e para a aprendizagem baseada em
problemas.
Mary Ferreira, Georgete Freitas, Aldinar Martins Bottentuit -
Gestão de arquivo: formação, perfil e dimensões
da especialização na Universidade Federal do Maranhão - Brasil 
Discussão teórica
acerca do Curso de Especialização em Gestão de Arquivo, promovido pela
Universidade Federal do Maranhão-UFMA, como
resposta à crescente
demanda e interesse dos
profissionais bibliotecários e historiadores que atuam nos lugares de memória
de São Luís, Capital do Maranhão, Brasil, advindos de instituições federais,
estaduais
e
municipais, tais como arquivos públicos,
além de arquivos de
igrejas, de associações,
hospitalares, universitários, jurídicos, familiares, pessoais, empresariais,
centro de documentação que compõe o cenário arquivístico de São Luís. Criado
em 2003, este curso encontra-se atualmente na sua segunda turma e busca
contribuir para a formação de profissionais no campo da Arquivologia, uma vez
que as Instituições de Ensino Superior (IES) maranhenses ainda não oferecem
cursos de graduação neste campo. A proposta do curso é formar gestores
críticos e reflexivos sobre as suas práticas profissionais e não somente
executores burocráticos de atividades arquivísticas, com capacidade pensar
políticas de gestão de documentos públicos e
privados,
com a perspectiva de
contribuir para recompor a memória dos maranhenses em diferentes contextos.
Esta orientação, acredita-se,
pode ser parcialmente confirmada quando se evidenciou, e ainda
se evidencia, o interesse
por parte dos discentes, em eleger como objeto de investigação a realidade
que vivenciam no seu local de atuação, com a capitalização refletida de
suas experiências, numa perspectiva de compreender e transformar as suas
práticas, alicerçada
também num referencial teórico-metodológico ancorado no campo da Arquivologia
e demais campos interdisciplinares.
PAINÉIS
Arquivos e reestruturação
da Administração Pública
Coordenadores:
Pedro Penteado,
Miguel Infante
Participantes:
Carlos Palma,
Isabel Silva,
Maria João
Pires de Lima,
Rui Ferreira da Silva
As recentes iniciativas de reforma da
Administração Pública portuguesa, particularmente as que se enquadram no
Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE), criado
pela Resolução do Conselho de Ministros (RCM) n.º 124/2005, de 4 de Agosto,
conduziram, entre outros, diminuição das estruturas administrativas e criação
de nova, bem como à simplificação, racionalização e reengenharia de
procedimentos administrativos, com o objectivo de obter a melhoria da
qualidade dos serviços prestados aos cidadãos e empresas. Neste processo, o
modelo de gestão dos arquivos da Administração Central do Estado passou a
centrar-se mais nas Secretarias-gerais dos minisérios, que obtiveram novas
responsabilidades na sua qualificação. Na reforma em curso, é crítico que os
arquivos possam ser bem geridos, de modo a garantir o acesso cointinuado à
informação arquivística por parte do Estado, do cidadão e das restantes
entidades que dela necessitam.
Neste sentido, algumas iniciativas tiveram lugar em 2006, como a publicação,
pelo Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (IAN/TT), de umas
"Orientações para a gestão de documentos de arquivo no contexto da
reestruturação da Administração Central do Estado", um workshop com o
objectivo de promover a reflexão e o debate em torno deste documento e
analisar as possibilidades de concertação de esforços, de alinhamento de
estratégias de intervenção e de metodologias de trabalho com vista a
estabelecer o melhor cenário de movimentação dos recursos de informação
arquivística inerentes ao processo, bem como outras iniciativas de debate.
Contudo, é importante continuar a reflectir sobre o assunto, oferecendo o
Congresso da BAD uma excelente oportunidade para o fazer, ajudando a encontrar
problemas em aberto e soluções para eles. Assim, o painel proposto irá reunir
opiniões provenientes do universo dos responsáveis das Secretarias-gerais e de
arquivos de organismos reestruturados, bem como de profissionaisde arquivos.
Tendências e desafios da
formação de profissionais para bibliotecas escolares
Coordenadora:
Maria Isabel Lopes Rodrigues
Participantes:
Katharina Berg,
Maria Antónia Barreto,
Odilia Baleiro,
Ana Maria Melo
Docentes ou não docentes, a formação dos
profissionais que trabalham em bibliotecas escolares é um factor decisivo na
sua qualidade e do seu desenvolvimento. Confronto de experiências e pontos de
vista.
Weblogues no domínio da
Ciência da Informação
Coordenadora:
Luísa Alvim
Participantes:
Adalberto Barreto,
Júlio Anjos,
Maria Clara
Assunção,
Paulo Jorge Sousa,
Pedro Príncipe
O recente emergir de suportes tecnológicos de informação de
âmbito colaborativo, entre os quais, os blogues, tem potenciado o crescimento
exponencial de sistemas de informação (individuais e colaborativos) na área da
Ciência da Informação.
Este fenómeno tem sido profícuo no estabelecimento de redes colaborativas
entre os profissionais da informação, possibilitando assim, a partilha de
experiências, notícias, debates, actividades de investigação, etc.
O objectivo deste painel é suscitar o debate e reflexão, em conjunto, das
questões que se colocam aos profissionais da Informação na utilização e
leitura de blogues especializados no domínio da Ciência da Informação.
Neste contexto, pretende-se apresentar e discutir a realidade nacional e
estrangeira.
Bibliotecas escolares e
redes interprofissionais da educação e da informação - Advocacy kits e reflexão
sobre as práticas
Coordenadora:
Maria José Vitorino
Participantes:
Kathy Lemaire,
Lourense Das,
Javier Fierro
Gómez
Panorama de experiências de redes
interprofissionais, reflectindo sobre a sua influência na construção de
argumentos que desenvolvem as bibliotecas escolares e consolidam a reflexão
sobre as práticas como estratégia de qualificação e de inovação.
Arquivos empresariais:
procedimentos e boas práticas
Coordenadora:
Maria Dias Andrade
Participantes:
Paulo Veiga,
Conceição Isaac
O GTAE propõe-se, neste
painel, debater as seguintes questões:
. benefícios para a gestão em adoptar as orientações dadas pela Norma NP 4438
– “Gestão de documentos de Arquivo” e das especificações MOREQ para a
concepção e implementação de sistemas de arquivo electrónico;
. procedimentos arquivísticos documentados e transversais às organizações
relevantes em arquivo de documentos em qualquer suporte para uma maior
eficácia na recuperação e gestão da informação racionalizando meios humanos e
materiais;
. preservação e divulgação do património documental das empresas junto de
investigadores em benefício da sua imagem institucional.
Os objectivos são
incentivar a participação e partilha de saberes e responsabilidades de
arquivistas com especialistas de sistemas de informação e decisores
organizacionais para a adopção de requisitos e procedimentos, baseados em
standards que garantam a rastreabilidade, autenticidade, integridade e acesso
continuado aos arquivos bem como a sua preservação e divulgação futura.
O painel destina-se a arquivistas, especialistas de sistemas de informação,
gestores e a todos os profissionais interessados na temática dos arquivos que
queiram discutir/implantar procedimentos e boas práticas em arquivos.
POSTERS
Dina Mendes
-
Arquivo Regional da Madeira: uma experiência de implementação de um Serviço de
Preservação, Conservação e Restauro (SPCR)
A
consciência de custodiar um importante legado histórico, cultural e social,
impôs, desde sempre, de forma imperiosa, a necessidade de criação de
instalações específicas para albergar em segurança e em boas condições este
precioso acervo. Tal necessidade veio a concretizar-se em 2004, com a
construção de um novo edifício. Desde esse momento até hoje, tem se procedido
a um complexo mas exemplar processo de mudança, no qual a documentação tem
vindo a ser preparada para o efeito desde há nove longos anos – em que os
documentos passaram por um rigoroso processo de higienização e agora de
expurgo.
O SPCR tomou forma neste ambiente de mudança onde teve participação activa. As
áreas foram iniciando as suas actividades nas recentes instalações, com todo
um conjunto de novos equipamentos e com projectos de trabalho já definidos. A
Digitalização, Encadernação, Microfilmagem, Laboratório e Acondicionamento
foram as primeiras áreas a entrar em funcionamento no novo ed ifício. A área
de Restauro só deu início à sua actividade com a realização de um Curso
Técnico Profissional de Conservação e Restauro, primeiro curso a decorrer a
nível nacional, cujas aulas práticas e estágios decorreram no edifício do
Arquivo Regional.
A projecção da obra, a definição das áreas de cada Serviço, o transporte da
documentação, o início das actividades no SPCR deveu-se sobretudo a um grande
apoio prestado por outras instituições e a uma investigação exaustiva, aliadas
à preparação por parte dos responsáveis pela transferência.
Importante ainda foi a criação de um quadro de pessoal específico para o
Serviço, implementando duas carreiras, a de Artífice e a de
Conservador-Restaurador. Impor-se-á agora garantir um novo enquadramento
orgânico a um Serviço que ganhou um peso e uma projecção no conjunto dos
Serviços do ARM.
Amália
Bárrios,
Ana Maria Melo,
Maria José Vitorino
- THEKA: Projecto Gulbenkian de Formação de Professores para Desenvolvimento
de Bibliotecas Escolares (2004-2008)
Apresentação do projecto em curso, que até 2006 já
envolve dezenas de professores, bibliotecas escolares , escolas e agrupamentos
de escolas em diversas regiões de Portugal Continental.
Lançado pela Fundação Calouste Gulbenkian como estratégia de desenvolvimento
das bibliotecas escolares, pela promoção de competências de gestão de
projectos neste domínio em docentes da educação pré-escolar e dos 3 ciclos do
ensino básico, tem vindo a integrar contributos de especialistas nacionais e
internacionais e produtos de reflexão sobre as práticas de formandos e
tutores, num modelo construtivista de formação de profissionais e de produção
de conhecimento.
Visualizando alguns dos pontos mais importantes da experiência, desafios e
obstáculos que vimos registando, pretende-se contribuir para o debate em curso
sobre os profissionais da área específica das bibliotecas escolares e centros
de recursos educativos e sobre as bibliotecas na Escola enquanto Comunidade de
Aprendizagens.
Filipe Bento,
Diana Silva, Cecília Reis
-
Sistema inteligente de localização de exemplares
Sistema web
de localização de exemplares nas Bibliotecas da UA.
A constante dificuldade dos utilizadores na localização de livros nas estantes
das Bibliotecas da UA, foi a principal motivação para o desenvolvimento deste
serviço web, disponível numa primeira fase desde Novembro de 2004.
Este sistema assenta sobre uma lógica de regras e excepções, mantidas numa
base de dados própria, permitindo o acesso a uma planta com a localização
física do item (biblioteca, piso, estante), na área dos “Exemplares” de um
determinado registo bibliográfico (OPAC web). Caso o exemplar não esteja em
livre acesso, o sistema responde com uma informação de contexto em relação
àquele item.
O sistema é mantido regularmente via alertas e-mail de localização não
encontrada para um determinado exemplar.
De um universo de mais de 200 mil exemplares, o sistema e a sua base de
inteligência, ligeiramente superior a mil regras e excepções, atinge uma taxa
de sucesso superior a 98% na localização da publicação pretendida.
Isabel Augusta Lopes dos
Santos, Cristina Maria Ribeiro Gonçalves Margaride
-
O fundo local: acessibilidades em formatodigital na Biblioteca Pública Municipal
de Gaia
Definição
O fundo local é um fundo bibliográfico constituído por documentos em qualquer
tipo de suporte, da história local, resultado de uma produção literária,
histórica, artística e cultural de autores naturais do concelho ou que tenham
contribuindo para o enriquecimento da memória local e colectiva do concelho.
Objectivo
Criação de um Fundo Local Digital e interactivo .
Demonstrar as várias tipologias documentais do fundo local da BPMVNG, em
formato digital e respectivas formas de acesso.
Tipificar um serviço que vulgarmente é de consulta local para um serviço de
acesso total em formato digital, mantendo reservadas as condições de acesso de
edição e impressão e respeitando com as devidas autorizações, os direitos de
autor ou de propriedade intelectual.
Apresentação
O presente trabalho visa a demonstração de um projecto de Fundo Local
Digital, da Sala de Fundo Local e Regional Dr. Armando de Matos, da BPMVNG -
Biblioteca Pública Municipal de Vila Nova de Gaia. É um trabalho cujas raízes
remontam a 1993 e que visa a transformação parcial do fundo local impresso,
seja qual for a sua tipologia documental, em formato digital e sua
disponibilização em linha. Os critérios de selecção implicaram estudos
aprofundados das matérias de interesse local e respectivo tratamento
documental. Metodologicamente procurou-se partir da exaustividade para a
especificidade e numa segunda fase avaliar da pertinência dos resultados para
figurar no Catálogo da Biblioteca e assim corresponder às necessidades
informativas personalizadas dos leitores.Esta transformação permite uma maior
eficácia e qualidade do serviço de leitura presencial que combina os dois
tipos de acesso. O objectivo final é ampliar o número de utilizadores/clientes
em ambos os acessos (digital e presencial). Este serviço será potenciado com a
colaboração estreita de outras entidades culturais do concelho – Museus,
Arquivo Municipal, Departamento do Património e Casas da Cultura e Juventude,
que o portal do Município poderá colocar em rede. Além do espaço de pesquisa
pretende-se criar um espaço intranet, onde se divulguem as actividades do
espaço, as novidades, as perguntas /respostas do bibliotecário ao leitor,
assim como um Fórum de discussão sobre assuntos gaienses, disponibilizar
endereços electrónicos de Gaia e um SIC on-line (Serviço de Informação à
Comunidade).
Simone R. de
Oliveira,
Ellys de Barros, Milton Pereira de Carvalho Filho, Heleno Pereira
Nunes -
Acessibilidade: DESIGN ALL, construindo fronteiras para uma sociedade inclusiva?
Apresenta o conceito de acessibilidade para portadores de
necessidades especiais, bem como, analisa os pontos descritos na lei 10.098.
Discute-se aqui, as iniciativas tomadas pela Biblioteca Central da
Universidade Católica de Pernambuco (BC-UNICAP) para se adaptar aos critérios
de acessibilidade, expandindo-se no ambiente digital. Baseados nas demandas
arquitetônicas, informacionais e de comunicação, são citadas aqui o avanço
tecnológico para as melhorias dos serviços referentes à acessibilidade aos
portadores de necessidades especiais dentro de uma biblioteca universitária. A
informação tecnológica a serviço do cidadão: o design for all de uma sociedade
inclusa, explicando-a no sentido mais amplo, ou seja, uma sociedade, na qual a
importância não está apenas na inclusão física do indivíduo, mas do acesso à
informação tecnológica, de atravessar as barreiras do preconceito e da
exclusão digital dentro do universo do conhecimento.
Francisco
Correia -
Rede de informação do INE em bibliotecas do Ensino Superior
O Instituto Nacional de Estatística alargou o âmbito da sua
prestação de serviço público com a criação, em Outubro de 2004, da “Rede de
Informação do INE em Bibliotecas do Ensino Superior”.
Presidiu a este projecto o propósito de facilitar e incrementar o acesso (que
é gratuito) à informação estatística oficial e a sua utilização,
designadamente por parte de docentes e discentes das Instituições abrangidas
pela Rede, mas também de outros estabelecimentos de ensino geograficamente
próximos. Contudo, todos os pontos de acesso da Rede podem ser frequentados
também pelo público em geral.
A Rede assenta nos princípios “proximidade”, “acessibilidade” e
“gratuitidade”, relativamente aos utilizadores de informação estatística
oficial. Presentemente, abrange todos os distritos do Continente e integra 21
pontos de acesso, em Universidades e Institutos Politécnicos, sobretudo do
ensino público, mas também do ensino privado.
Nestes Ponto de Acesso, é possível aceder a:
- publicações do INE em papel e CD-ROM;
- toda a informação divulgada no site do INE;
- Biblioteca Digital de Estatísticas Oficiais;
- Destaques enviados pelo INE à Comunicação Social.
O Instituto Nacional de Estatística assegura formação regular aos técnicos de
atendimento das Bibliotecas, de modo a potenciar a sua capacidade de resposta
às questões colocadas pelos utilizadores. Está igualmente disponível nos
pontos de acesso um telefone com linha directa ao Serviço de Apoio ao Cliente
do INE.
Mais informações disponíveis em
www.ine.pt/redebibliotecas.
A experiência da “Rede de Informação do INE em
Bibliotecas do Ensino Superior” é um exemplo de boas práticas de relação e
cooperação entre entidades, com benefício mútuo e ganhos significativos na
amplitude e na qualidade da oferta junto do público de 21 bibliotecas.
O sucesso da iniciativa resulta da integração de recursos de cada parceiro e
das sinergias daí resultantes, com forte ênfase na formação dos recursos
humanos.
Simone Rosa
de Oliveira,
Ellys Regina G. Lima de Barros,
Andréa Batista
-
Livron@auta: contribuições para a construção da cidadania
O Porto
Digital possui uma Biblioteca no Bairro do Recife com cerca de 15.000 mil
livros, doados por pessoas físicas e jurídicas, que atende prioritariamente,
os moradores da Comunidade do Pilar. Na Biblioteca, além dos serviços de
consulta e empréstimo de livros, oficinas são realizadas semanalmente para as
crianças e adolescentes dessa Comunidade, atendendo em média 100 crianças e
jovens por mês. O principal impacto social é a promoção do hábito da leitura e
a socialização dos jovens através de seu envolvimento em atividades artísticas
e lúdicas. As atividades que estimulam o hábito da leitura, o conhecimento dos
diferentes tipos de fontes informacionais (livros, revistas, dicionários,
entre outras) e a utilização metódica para obtenção de material bibliográfico
são fatores que influenciam o aprendizado nos seus diversos momentos da vida.
Os serviços bibliotecários de incentivo à leitura para alunos da Escola Nossa
senhora do Pilar, integrados ao processo de ensino aprendizagem, favorecem o
desenvolvimento e consolidação do hábito de leitura nas crianças. O projeto
Intern@uta é uma inovação que pretende estimular nos participantes o gosto
pela pesquisa, reafirmando o grande desafio de democratizar as diferentes
possibilidades de leitura, buscando contribuir com uma aproximação prazerosa e
criativa das crianças com a Internet, tendo como finalidade desmistificar as
ferramentas tecnológicas, aplicando-as para o desenvolvimento cognitivo e
social de crianças e adolescentes. A utilização da Internet para a leitura de
textos adequados, com otimização de níveis de compreensão é uma forma de
favorecer o processo de inserção de alunos de classes menos favorecidas e os
benefícios se farão sentir não só pela inclusão no mundo letrado, mais
encontrar na tecnologia um espaço amplo para novas descobertas. Os efeitos da
leitura on-line ampliam
a cultura e conhecimento de crianças e jovens.
Paula
Sequeiros -
E-LIS fala português?... um prazer conhecê-lo! Acesso aberto à literatura sobre
Documentação
Apresenta-se o projecto E-LIS, repositório de Acesso Aberto para a produção
científica e técnica na área da Documentação, assim como áreas
interdisciplinarmente afins, produção que vai desde a teoria, aos estudos de
casos, até recursos educativos e de formação; permitindo aos autores o
auto-arquivo de documentos e a inserção de metadados suficientemente
exaustivos, prevê a revisão por pares, membros duma equipa colaborativa
internacional; à publicação e à difusão selectiva associa ferramentas de
pesquisa, estatísticas de uso e uma política de promoção que o posicionam
actualmente como o maior repositório na sua área de especialidade, tendo
ultrapassado os 4000 documentos em meados de 2006.
Referem-se os principais resultados atingidos recentemente pelo E-LIS.
Dado que a produção em língua portuguesa depositada tem vindo a crescer, razão
acrescida para maior difusão deste repositório em Portugal assim como para
motivação maior para a partilha de conhecimento através desta comunidade
colaborativa, termina-se apelando à contribuição dos autores e autoras
portugueses.
Maria Gorete
Barroso Afonso -
De pequenino se torce o pepino
“De Pequenino
se Torce o Pepino” é um projecto de promoção da leitura proposto pela
Biblioteca Municipal de Montalegre, apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian
no âmbito do concurso para projectos de promoção da leitura em bibliotecas
públicas-2006 e em parceria com os Jardins de Infância do Concelho de
Montalegre.
Pretende alertar para a importância do livro e da leitura desde a primeira
infância, informando e sensibilizando pais, avós e educadores para que
desenvolvam acções que promovam o gosto pela leitura.
Andreia
Sousa, Ana Cristina Figueira
-
Sensibilização para a preservação: programa dirigido aos profissionais da
Biblioteca Pública Regional da Madeira
A utilidade
social das bibliotecas é irrefutável. Para que essa característica seja
atingida plenamente, os recursos humanos envolvidos terão de ser qualificados
e assumir os compromissos veiculados pela missão da respectiva instituição. Um
dos aspectos contemplados na missão de uma biblioteca trata-se da preservação
das colecções, permitindo um acesso duradouro aos documentos. Nesse âmbito, o
processo de preservação deverá iniciar pela sensibilização dos profissionais
da biblioteca que numa segunda fase irão consciencializar os utilizadores. As
competências a adquirir na área da preservação passam por:
- Obter um conhecimento geral dos princípios de preservação em bibliotecas;
- Saber manusear todos os tipos de documentos de acordo com as práticas
aceites.
A Biblioteca Pública Regional da Madeira está a iniciar um programa de
sensibilização para a preservação, dirigido aos seus profissionais.
A equipa responsável pelo programa tomou, em primeiro lugar, consciência das
dificuldades na implementação de um plano desta natureza.
Numa segunda fase, foram estabelecidos os conhecimentos essenciais a adquirir
nos diversos âmbitos (arrumação das estantes, manuseamento, política de comida
e bebida, limpeza, emergências, etc.).
Em seguida, numa terceira etapa, estabeleceram-se como prioritários na
sensibilização os funcionários que fazem a manutenção das estantes e os que
trabalham em serviços onde os documentos são manuseados constantemente e em
grande número.
Finalmente, estabeleceu-se o programa de sensibilização a partir dos dados
reunidos. Os responsáveis pelos diferentes sectores também tiveram acesso ao
mesmo, sendo-lhes dada a oportunidade de sugerirem alterações.
O Programa de Sensibilização para a Preservação consiste em diversas linhas de
acção:
- Acções de sensibilização para aquisição de conhecimentos;
- Apresentação multimédia;
- Manual;
- Posters e pequenos guias de consulta rápida.
Após a consciencialização de todos os profissionais da BPRM, serão colocados
em prática os conhecimentos adquiridos, sob a supervisão dos responsáveis de
cada sector.
Será elaborado um balanço trimestral, após a implementação do projecto, de
forma a reflectir acerca dos objectivos alcançados, os progressos, possíveis
alterações, etc.
Tania Marisa
Serra, Daniela Castilhos
-
A gestão da informação na contemporaneidade: estratégias de combate à
info-exclusão e infoxicação
Objectiva destacar a importância da Ciência da
Informação e do papel do profissional da informação frente a info-exclusão e a
infoxicação. Inicia por demarcar conceitos de democracia, informação e
cidadania. O acesso às novas tecnologias de comunicação e informação com
vistas ao despertar da consciência sócio-política e do resgate da cidadania,
bem como a integração dos indivíduos à sociedade. A viabilidade dos planos
governamentais com vistas a fomentar a inclusão informacional como forma de
acesso ao mercado de trabalho e solução para problemas sociais. Lança à
discussão os problemas advindos do excesso de informação e da responsabilidade
do emissor desta informação na carga de compreensão do receptor. O papel do
profissional da informação como auxiliar na interação emissor-receptor,
depurando, sintetizando, para a assimilação da informação e na construção do
conhecimento.
Cristina
Macedo, Carla Câmara,
Catarina Teixeira,
Iva Matos,
Margarida Mota Oliveira
- Truques e artimanhas para a leitura: o papel do jogo na promoção do livro e
da leitura
As actividades de
promoção do livro e da leitura realizadas nas bibliotecas públicas da Região
Autónoma dos Açores e, em particular, na Biblioteca Pública e Arquivo Regional
de Ponta Delgada têm sido espelho das actividades que constam da carteira de
acções do IPLB. Da experiência colhida nas acções de formação e na observação
/ participação das actividades referidas anteriormente, surgiram actividades
adaptadas ao público utilizador desta Instituição. Estas actividades foram
desenvolvidas e adaptadas pela equipa da secção infantil e do serviço
socioeducativo da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada,
especialmente direccionadas para o público infanto/juvenil. São utilizadas
estratégias que permitam o contacto com o livro de uma maneira lúdica
possibilitando, ao público-alvo, o contacto descomprometido com o livro e com
o espaço biblioteca. É do nosso interesse contribuir para a criação de um
imaginário fértil para promover e divulgar o livro.
Pretendemos mostrar a criação / recriação das actividades desenvolvidas na
Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada desde o ano de 2001,
data de inauguração do novo edifício. Pretendemos igualmente partilhar o
percurso e crescimento das actividades desenvolvidas por esta equipa.
Constarão deste trabalho uma listagem de actividades, o seu conteúdo, técnicas
e estratégias utilizadas, assim como elementos que permitam avaliar o impacto
da sua realização no meio envolvente. O jogo surge como elemento constante nas
actividades desenvolvidas, criando um elo recorrente na relação entre o
animador e a equipa ou elemento da equipa. Reconhecemos que a partir do jogo é
possível criar uma relação mais estreita com a equipa animadora, envolvendo o
livro e o seu conteúdo numa brincadeira séria. O espaço da biblioteca, as
pesquisas bibliográficas e os livros, são explorados em conjunto num desafio
à imaginação e à criatividade das equipas sempre vencedoras. No jogo do livro
e da leitura vence sempre quem lê.
Júlia Maria
Maia Costa, Maria de Jesus Simões
-
Implementação e desenvolvimento de um OPAC especializado na área
económico-social
Com vista a
uma racionalização de recursos técnicos e humanos, a um acesso mais abrangente
da informação e de encontro com as linhas programáticas para a
simplificação/desburocratização da Administração Pública, apresenta-se o
projecto que o Centro de Informação e Documentação da Direcção Geral de
Estudos Estatística e Planeamento do Ministério do Trabalho e da Solidariedade
Social tem vindo a concretizar com a criação de um Catálogo Bibliográfico
Único – CATESOC – dotado de uma linguagem de pesquisa online concebida
pelo CID com base em tesauros específicos nas áreas do Ministério e CDU,
fruto de um trabalho em rede dentro da DGEEP, cuja filosofia se pretende
transpor para todo o Ministério com a criação de um OPAC na área
económico-social, num conceito de interoperabilidade e workflow,
constituindo-se como um verdadeiro sistema inovador de acesso a esta área
temática no País.
Citam-se, para além das vantagens mencionadas, os aspectos económicos pela
uniformização de procedimentos que conduz à economia de tempo e de trabalho,
qualidade do produto final e vantagens para os utilizadores que alargam o seu
campo de conhecimento e informação pela visão conjunta da produtividade
bibliográfica dos diferentes Departamentos do Ministério.
Conclusões
Texto das Conclusões


 
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APBAD 2004 | Actualizada
em
13-09-2010
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